Rádio Vaticana diz que imprensa italiana é alarmista sobre gripe suína

Agência ANSA

ROMA - A Rádio Vaticana questionou a situação da gripe suína na Itália, reprovando a postura da mídia na cobertura dos casos de contágio e o fato das vacinas terem sido produzidas rapidamente.

- Pode um vírus que mata menos que a gripe sazonal obrigar a profiláticos de massa e a vacinas as quais o processo de experimentação foi abreviado, saltando algumas etapas fundamentais? Parece que sim - comentou a emissora católica, durante o programa de debates "105- Live".

A Rádio Vaticana também destacou que "basta prestar atenção no modo alarmante com que os meios de informação contabilizam quantas pessoas morreram pela H1N1, omitindo a ressalva de que, na quase totalidade dos casos, os pacientes já estavam afetados por outras graves doenças".

- Mas, gerado o medo, o jogo está feito: os cidadãos, assustados, pedem proteção, e os governos, sobre pressão, compram grandes quantidades de estoques de vacinas - pontuou.

Na Itália, 26 pessoas morreram por causa da gripe suína. A última vítima fatal da doença foi uma menina de sete anos, que morreu hoje em um hospital da cidade de Desio, na região da Lombardia. A garota morava no município de Lentante sul Saveso e foi hospitalizada no último dia 31 com broncopneumonia.

Ontem à tarde, um homem de 42 anos também morreu em um centro de saúde de Antonio Cardarelli di Campobasso, localizado na região de Molise. Segundo um comunicado da instituição, "no momento da internação, o paciente apresentava um quadro clínico gravemente comprometido por obesidade patológica".

Em Roma, a Procuradoria local abriu dois processos para investigar a morte de Chantal Carleo, de 18 anos, e Maurizio Scavizzi, de 58 anos. Os dois morreram ontem e as famílias apresentaram denúncias de negligência médica à polícia.

As autoridades sanitárias italianas estimam que a gripe A (H1N1) tem incidência de 0,9% na população (atualmente composta por 60 milhões de habitantes) Ou seja, o número de casos semanais da doença pode chegar a 540 mil.

Ao todo, cerca de 42 mil pessoas já foram vacinadas desde 12 de outubro, quando as vacinas começaram a ser distribuídas pelas regiões do país. Até o próximo fim de semana, devem ser entregues mais 2,5 milhões de doses.