Aquecimento global: empresas cobram definições

Jornal do Brasil

NOVA YORK - O mundo pode ter que esperar até os últimos momentos da cúpula da ONU sobre o clima, em dezembro, por um acordo que canalize os dólares das empresas para energia de baixo-carbono, afirmaram analistas e empresários quarta-feira. Um acordo poderia mudar a forma como o mundo obtém energia.

Líderes empresariais afirmaram que as medidas tomadas até agora são inadequadas para mobilizar os bilhões de dólares necessários para converter a economia global para fontes energéticas de baixo-carbono, mais enxutas, como as energias solar e eólica.

Nós não podemos esperar que as empresas invistam bilhões e bi lhões de dólares quando não estamos convencidos de que haverá mercado afirmou o diretor de energia da General Electric Co, John Krenicki, acrescentando que os incentivos fiscais dos Estados Unidos para energia renovável, por exemplo, terminariam em dois anos.

Ele disse que os governos deveriam chegar a um acordo em Copenhague sobre as metas de cortes de carbono:

No momento não temos muita coisa.

Altos executivos advertiram que até agora o andamento das negociações climáticas para garantir a existência de futuros mercados de baixo-carbono estão abaixo do esperado.

Posicionamentos políticos devem adiar um acordo até a meia-noite do último dia da conferência, que ocorrerá entre 7 e 18 de dezembro, afirmou o chefe do painel climático da ONU, Rajendra Pachauri. Apesar disso, ele está otimista de que um acordo possa colocar o mundo no caminho certo .

O espaço de manobra estará lá mesmo no golpe da meia-noite, quando a conferência estiver terminando disse Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Nobuo Tanaka, afirmou que a recessão deu ao mundo uma vantagem ao provocar a maior queda nas emissões de carbono em 40 anos.

Em geral, o resultado real das negociações aparece no último minuto.