SP recomenda restrições de trabalho para gestantes

Portal Terra

SÃO PAULO - A Secretaria de Saúde de São Paulo recomendou nesta terça-feira uma série de restrições para grávidas que trabalham no estado. A medida visa prevenir novos casos de infecção pelo vírus da gripe A entre as gestantes, que fazem parte do grupo de risco da doença.

A Secretaria informou nesta terça-feira que dos 69 óbitos registrados pela nova gripe no estado de São Paulo até o dia 7 de agosto, 13 foram de mulheres grávidas. O motivo pelo qual a mortalidade é alta entre as gestantes ainda é alvo de estudos, mas um dos possíveis fatores, segundo a Secretaria, é a redução da imunidade entre essas pacientes, além de diminuição da capacidade pulmonar, especialmente nos três últimos meses de gestação.

A Secretaria da Saúde de SP recomenda que hospitais e demais serviços de saúde, das redes pública e privada, efetuem a transferência temporária de funcionárias grávidas para outros setores, cujas atividades sejam de menor risco e onde não haja contato com pacientes infectados com o vírus.

A Secretaria também orienta que escolas, centros de educação infantil e creches transfiram temporariamente as funcionárias gestantes para setores sem a presença de crianças gripadas. Na impossibilidade de transferência, as instituições paulistas são orientadas a estudar alternativas legais de afastamento temporário das gestantes.

Outros estabelecimentos que possuem funcionárias gestantes também foram orientados a minimizar o contato das gestantes com o público, principalmente de pessoas com quadros gripais, e adotar medidas preventivas, como "higienização das mãos, limpeza e ventilação do ambiente, entre outras ações".

Outra recomendação do governo é para que gestantes saudáveis evitem situações que facilitem a exposição ao vírus H1N1, como o contato com pessoas doentes e aglomerações por tempo prolongado.