Gripe A: Países latino-americanos registram mais casos e mortes

Agência ANSA

GENEBRA - O Ministério da Saúde do Peru confirmou nessa terça-feira mais 170 casos da gripe A (H1N1), elevando para 2.082 o número total de pacientes já infectados no país.

De acordo com informações oficiais, todos os novos doentes são peruanos, a maior parte da capital Lima, e "estão submetidos a supervisão médica, isolamento domiciliar e tratamento com antivirais, evoluindo de forma positiva".

No Uruguai, subiu para 15 o número de óbitos decorrentes da enfermidade, segundo o Ministério da Saúde Pública. As vítimas fatais tinham entre 16 e 65 anos e em sua maioria apresentavam condições de saúde que poderiam agravar a infecção, como problemas respiratórios, diabetes e obesidade.

A ministra da Saúde Pública, María Julia Muñoz, indicou que espera uma diminuição no ritmo de contágios para agosto ou, na pior das hipóteses, para o início de setembro, quando o inverno estará chegando ao fim.

- Pensamos que, por ser um vírus semelhante aos da gripe [comum], pode ser que haja uma retração - explicou.

Ela descartou recorrer a medidas mais drásticas, como o fechamento de locais públicos, para conter a disseminação da nova gripe.

- Não se pode fechar um país, nem lugares de trabalho ou de estudo - enfatizou.

O governo da Costa Rica, por sua vez, confirmou a sétima morte no país também provocada pelo vírus influenza A (H1N1). Trata-se de um homem de 24 anos que, após apresentar os sintomas da doença, desenvolveu um quadro grave de pneumonia. Ele faleceu no sábado, e de acordo com a ministra da Saúde, María Luisa Ávila, era obeso e fumante.

Em Caracas, as autoridades sanitárias informaram que a Venezuela já registrou 247 infecções. Deste total, apenas 18 pessoas seguem recebendo tratamento médico - o restante já teve alta.

O quadro mais grave entre os países sul-americanos é o da Argentina, que soma 3.056 casos e 137 mortes, o segundo maior número de óbitos causados pela enfermidade no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, onde 211 pessoas faleceram. No México, local de origem da pandemia, 124 doentes perderam a vida.

Nesta quarta-feira, a partir das 13h30 locais (mesmo horário de Brasília), os ministros da Saúde de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai se reúnem em Buenos Aires para compartilhar experiências e alinhar estratégias de combate à gripe A.

O encontro, promovido por iniciativa do governo argentino, terá também a presença do representante da Organização Pan-americana da Saúde (OPS) no país, Antonio Pagés.

Ele fará uma apresentação sobre as discussões realizadas no México há duas semanas, durante uma reunião convocada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, foi confirmada ontem a quarta morte causada pela gripe, a segunda no estado de São Paulo.