Parceria garante garantir direitos de portadores de hanseníase

JB Online

RIO - O Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Acre, vão firmar um termo de cooperação no próximo dia 24, às 8h30, no Sebrae, Centro de Rio Branco. A parceria tem como objetivo promover ações que garantam os direitos dos portadores de hanseníase, como assistência médica e hospitalar gratuita e o fim da discriminação, além de obrigar o Estado a adotar políticas públicas que visem à erradicação da doença.

Participarão da assinatura do acordo o conselheiro nacional de Saúde e coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio Moreira de Souza; o coordenador do Morhan do Acre, Elson Dias da Silva; e o presidente da seccional OAB no Acre, Florindo Poersch. O termo foi firmado recentemente com o Conselho Federal da Ordem, em Brasília, e com a seccional do Piauí.

O Brasil é o primeiro país no mundo em casos da doença. A cada ano, são registrados cerca de 50 mil novos casos. Desse total, aproximadamente 10% incapacitam o doente, provocando sequelas, principalmente nas mãos, dedos e pés, porque a hanseníase atinge os nervos periféricos, causando atrofias. Outros órgãos, como fígado, também podem ser afetados pela doença. Embora com cura em 100% dos casos, um dos grandes desafios é o diagnóstico precoce.

Sintomas

Sintomas como manchas esbranquiçadas e/ou avermelhadas que não coçam, não doem e não têm sensibilidade ao calor e ao tato podem ser hanseníase, embora sejam visíveis. O Morhan disponibiliza o Telehansen 08000-26-2001, com ligação gratuita de todo o país, para dúvidas, sugestões e denúncias. Para o Rio de Janeiro, o número é o 2502-0100. O tratamento é de seis meses ou um ano, dependendo do tipo de hanseníase paucibacilar ou multibacilar.