Presidente-executivo da Sony Ericsson vê recuperação no 4º tri

Georgina Prodhan, REUTERS

LONDRES - A Sony Ericsson lançou um celular que permite ser conectado ao PlayStation 3 e faz parte da linha de aparelhos da marca para o Natal. O novo modelo representa o mais forte sinal até agora de sua integração à Sony.

A quinta maior fabricante mundial de celulares, que perdeu posições no ranking quando o segmento de celulares de médio preço foi comprimido, informou que as operadoras estão ávidas por aparelhos que possam promover maior uso de dados sem que necessitem de pesados subsídios.

- O que eles procuram é por oportunidades de oferecer tarifas para acesso ilimitado a redes de banda larga de dados, e ao mesmo tempo reduzir os custos de aquisição para o consumidor - disse Lennard Hoornik, o vice-presidente mundial de marketing da Sony Ericsson, à Reuters.

A empresa anunciou que lançará uma loja online de aplicativos --aderindo à onda de empresas que estão correndo para imitar a popularidade da App Store da Apple-- e que anunciará detalhes desse projeto na JavaOne Conference, em uma semana.

A Sony Ericsson está no vermelho e precisa de novos modelos para renovar sua linha, já que os atrativos dos celulares fotográficos Cybershot e dos celulares musicais Walkman estão em queda.

O modelo apresentado pela Sony Ericsson, Aino, permitirá que os usuários administrem conteúdo armazenado no PlayStation 3, mais ou menos como acontece com o console portátil PSP. O objetivo também é posicionar o PS3 como uma central doméstica de mídia. Mas os usuários não poderão jogar games do console no celular ou ver nele vídeos em alta definição.

A Sony Ericsson vem perdendo mercado rapidamente nos últimos trimestres, à medida que a demanda pelos celulares de médio preço sofre com a recessão. O crescimento do mercado está concentrado nos modelos de alto preço, os celulares inteligentes, e nos de baixo preço voltados aos mercados emergentes.

- Até que enfim surge cooperação entre um produto da Sony e um celular da Sony Ericsson - disse Ben Wood, da CCS Insight, uma empresa britânica de pesquisa. - Antes, eles só usavam a marca. Consideramos que o lançamento seja uma declaração de intenções.