Laser simula criação de estrelas

Jornal do Brasil

ESTADOS UNIDOS - Será inaugurado nesta sexta-feira nos Estados Unidos o maior laser do mundo na verdade uma instalação que combina 192 feixes que focalizarão um único ponto. Ele será usado para gerar energia a partir de fusão nuclear e estudar como se dá a formação de estrelas.

Os raios gerados pelo laser da National Ignition Facilty (NIF) - Centro Nacional de Ignição - serão disparados de encontro a uma cápsula de hidrogênio. A ideia do experimento é produzir energia através de fusão atômica, tal como ocorre no interior das estrelas, incluindo o Sol, e nas bombas de termonucleares de hidrogênio.

A fusão deverá ser gerada quando os raios laser aquecerem um invólucro de ouro que conterá a cápsula de hidrogênio. O bombardeamento da cápsula de hidrogênio deverá gerar uma temperatura de 100 milhões de graus Celsius. Todo o processo deve se consumar em 20 bilionésimos de segundo.

No NIF você pode marcar uma explosão estrelar para uma quinta-feira às nove da manhã ao invés de ter que esperar que isso aconteça por acidente no universo diz Eril Storm, um dos pesquisadores da instituição.

O NIF fica no Laboratório Nacional Lawrence Livermore, uma base de pesquisas científicas do governo dos Estados Unidos, na Califórnia. Está instalado numa área do tamanho de um estádio de futebol. O custo do projeto foi de US$ 3,5 bilhões.