Arquitetura residencial pode ajudar na qualidade de vida do morador

JB Online

RIO DE JANEIRO - Arquitetura remete a móveis e acessórios, pintura, paisagismo, segurança e saúde. Segurança e saúde? Sim, você já parou para se perguntar se sua casa é segura? Não? Mas deveria. Dados do Ministério da Saúde apontam que 75% das lesões das pessoas com mais de 60 anos são provocadas por acidentes domésticos. A queda de idosos é um problema que cresce a cada ano no país e a falta de cuidado em casa agrava esse quadro.

Com isso, além de remédios, tratamentos, boa alimentação e exercícios, uma pessoa com idade avançada que deseja mais qualidade de vida e longevidade precisa, também, viver em uma casa segura , que atenda às suas necessidades e fragilidades.

A arquiteta Dorys Daher afirma que através de pequenas mudanças é possível preparar de maneira segura o ambiente da casa.

- Os caminhos têm de ser livres e iluminados. A arquitetura tem de unir conforto, beleza e independência aos idosos. São pequenas atenções que temos de ter.

Dorys chama atenção para o fato de, no Brasil, termos mais de 13 milhões de pessoas com idade acima de 60 anos e, que, esse grupo é responsável por pelo menos um terço dos atendimentos de traumato-ortopedia nos hospitais do SUS. Para Dorys, a maior parte desses tombos poderia ser evitada com a interferência de conceitos simples de arquitetura.

Segundo a arquiteta, é preciso ter atenção ao piso da área externa para quem mora em casa ou tem varanda -, verificar se os vãos das portas principais estão na medida adequada, deixar espaço livre junto às portas, colocar maçanetas tipo alavanca para facilitar a mobilidade, tirar os desníveis de piso da casa, usar barras de apoio nos banheiro, planejar a cozinha etc.

O espaço físico relaciona pessoas e coisas, provoca estímulos, pode sociabilizar ou deprimir, é capaz de cuidar, mas também pode colocar em risco a saúde de uma pessoa. Na terceira idade é natural que a mobilidade e o reflexo fiquem comprometidos, por isso nesse período é fundamental repensar a ambientação como o trajeto quarto-banheiro, considerado o espaço de grande risco.

O modelo de casa segura interessa não somente aos idosos, mas a todos envolvidos indiretamente e arquitetura está pronta para adequar - respeitando o limite de cada um os meios com foco na qualidade de vida. Evitar acidentes é possível com pequenas mudanças.