Johnson&Johson é retirada de prateleira de mercados chineses

Jornal do Brasil

XANGAI - Uma cadeia de supermercados chinesa retirou alguns produtos para bebês da marca americana Johnson & Johnson, alegando que contêm ingredientes cancerígenos conforme indicaram matérias do Jornal do Brasil no início da semana.

Segundo a a agência oficial de notícias local Xinhua, a cadeia de supermercados Nonggongshan, com sede na cidade de Xangai e que tem mais de 3.500 lojas no leste da China, retirou os produtos em resposta a um debate sobre a segurança dos itens.

Temos de ser responsáveis com os consumidores e suspender as vendas desses produtos até que seja demonstrado que são seguros explicou Gan Pingzhong, diretor do departamento de supervisão de qualidade do Nonggongshang.

Muitos chineses expressaram preocupação depois que a Campanha para Cosméticos Seguros, organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos, publicou um relatório em 12 de março, em que aponta o formaldeído e 1,4 dioxano presentes nos mais vendidos produtos como xampus e loções para bebês, como substâncias químicas potenciais causadores de câncer.

Em uma enquete publicada pelo Diário de Chongqing, 69,2% dos participantes dizem acreditar que os produtos Johnson & Johnson estão contaminados e 77,3% asseguram que não voltarão a comprar itens da companhia americana.

No comunicado enviado à Xinhua, a Johnson & Johnson diz que os níveis de restos de certos compostos achados pela Campanha para Cosméticos Seguros podem resultar de processos que fazem com que os produtos sejam suaves para bebês e livres do crescimento de bactérias .

As autoridades especialistas em controle de qualidade na China iniciaram uma investigação sobre os produtos destinados aos bebês.

Revanche

Apesar do imbróglio em torno dos níveis de segurança das substâncias químicas encontradas nos cosméticos para crianças da empresa americana, a retirada dos produtos Johnson & Johnson é vista como retaliação ao episódio de 2007, quando a fabricante Mattel, cujos brinquedos foram produzidos por uma fabricante terceirizada na China, fez um recall de mais de 1 milhão de itens vendidos nos EUA.