Poluição tem aumentado o número de pessoas com quadros alérgicos

JB Online

BRASÍLIA - Só quem tem rinite alérgica sabe o tanto que ela incomoda e é desagradável. Crises de espirros, coriza, coceira e entupimento nasal são alguns dos sintomas mais comuns. Olhos, ouvidos e gargantas também podem ser atingidos. A doença causa outros problemas como otites (inflamação dos ouvidos), sinusites (inflamação de cavidades existentes na face) e roncos (pelo entupimento do nariz), que faz com que o paciente não durma bem à noite.

O mal afeta cerca de 40% da população brasileira, principalmente crianças e

adolescentes e aquelas pessoas que ficam muito tempo dentro de casa.

- Respirar é essencial para uma boa qualidade do sono, do apetite e da

fonação. Assim, se respiramos bem, vivemos bem, mas se a respiração está

prejudicada, diversas funções do metabolismo são alteradas. Por isso,

corrigir problemas nasais é tão importante quanto tratar as doenças

pulmonares - explica a médica alergista/imunologista, Marly da Rocha Otero.

Atualmente, nas grandes cidades, onde a concentração de poluição é maior, já

é registrado um número crescente de pessoas que apresentam quadros

alérgicos. Fenômeno que é mais presente ainda na época de inverno,

ocasionado não só pela mudança climática, mas, principalmente, pela

dificuldade de a poluição se dissipar. Segundo o otorrinolaringologista

Lauro do Nascimento Abud, a irritação causada pela exposição à poeira

excessiva pode causar inflamações e descompensações em pessoas normais

semelhantes às registradas em pacientes alérgicos.

A rinite alérgica também pode ser uma manifestação inicial da asma,

portanto, o mais indicado é prevenir as crises. Alguns cuidados simples com

a limpeza da casa evitam o acúmulo de substâncias que causam a reação

alérgica, tais como ácaros, pelos, pólens e, claro, poeira. De acordo com

Marly, é essencial limpar a casa todos os dias, com pano úmido, sem

vassouras ou espanadores.

Optar por materiais fáceis de serem limpos, em vez de colocar tapetes e

cortinas, tirar o excesso de objetos que dificultem a limpeza (brinquedos,

papéis, etc.), abrir as janelas, combater focos de umidade e mofo, além de escolher travesseiros com espuma inteiriça, evitando flocos e penas são dicas que contribuem para um ambiente arejado e minimizam as chances de ter uma crise alérgica.

Outro procedimento que pode ser adotado é vacinar-se contra a gripe e não fumar dentro de recintos fechados.

O controle ambiental da casa, de acordo com a médica alergista, é essencial para quem quer se livrar dos sintomas da rinite alérgica. E, em qualquer recinto que tenha ar condicionado ou ventiladores, os cuidados precisam ser redobrados.

Os equipamentos devem ser limpos constantemente, para evitar o

aparecimento de ácaros e fungos e, conseqüentemente, doenças respiratórias graves, tais como a asma e a própria rinite alérgica.