Nove instituições assinam acordo para maior telescópio óptico

JB Online

ANDES - O consórcio do Telescópio Gigante Magalhães (GMT na sigla em inglês) anunciou as nove instituições que assinaram oficialmente o acordo para construção e operação do maior telescópio já produzido. Localizado no Observatório Las Campanas, nos Andes chilenos, o GMT terá um espelho principal com resolução de 24,5 metros. Os maiores telescópios ópticos em operação atualmente são bem menores: o Gran Telescopio Canarias (10,4 metros), na Espanha, e os dois Keck (10 metros cada), no Havaí.

As nove instituições que participam do projeto do GMT são as universidades Harvard, Texas A&M, do Texas e do Arizona, e as instituições Carnegie e Smithsonian, nos Estados Unidos, a Universidade Nacional Australiana, a Astronomy Australia Limited e o Instituto de Astronomia e Ciência Espacial da Coreia do Sul.

O GMT, composto por sete segmentos primários com 8,4 metros e 20 toneladas cada um, deverá fornecer possibilidades inéditas em astronomia óptica e em infravermelho. Os organizadores esperam 'abrir novas janelas no Universo' e responder a questões que não podem ser abordadas pelos instrumentos atuais. Entre os temas a serem investigados com a ajuda do GMT estão a natureza da matéria e da energia escura que permeiam o Universo, a origem das primeiras estrelas e galáxias, formação dos planetas e buracos-negros. Também será usado na detecção de planetas em órbita de estrelas próximas ao Sol.

O telescópio está previsto para entrar em operação em 2019. A construção deverá se iniciar em 2012. De um total de estimados US$ 700 milhões necessários para a construção, US$ 130 milhões já foram levantados. O Observatório de Las Campanas, onde será instalado, pertence e é operado pela Instituição Carnegie.

- As oportunidades científicas para o GMT são extraordinárias. Ele deverá ajudar a iluminar não apenas a natureza do Universo, mas também as leis fundamentais da física que governam sua evolução. É especialmente significativo que o acordo que viabilizará sua construção tenha sido assinado no Ano Internacional de Astronomia e no 400º aniversário do primeiro uso astronômico de um telescópio, feito por Galileu - disse Patrick McCarthy, diretor interino do GMT.

As informações são da agência Fapesp