Transplantes crescem 10% no Brasil em 2008

JB Online

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde realizou 19.125 transplantes entre janeiro e dezembro de 2008, o que representa crescimento de cerca de 10% no número de procedimentos em relação a 2007, quando foram feitos 17.428 transplantes. O Ministério informou que o aumento no número geral de transplantes realizados no Brasil se deve a uma série de fatores, entre eles, as campanhas de sensibilização, a elevação no número de doadores vivos e a melhora na captação nacional de órgãos, com o apoio de um número maior de famílias que passaram a autorizar doações.

Outro fator importante, segundo o MS, é o incremento no número de centros para a realização dos transplantes. Em 2007, o Sistema Nacional de Transplantes contava com 892 unidades em funcionamento. Em 2008, 50 novos centros foram habilitados, elevando para 942 os centros transplantadores no país.

De acordo com Alberto Beltrame, secretário de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, a estrutura brasileira para realização de transplantes é grande e tem capacidade de crescer ainda mais.

- O volume de doações está aumentando e este é o grande determinante para aumentar o número de transplantes. A captação de órgãos é parte de um trabalho complexo, que demanda tempo e que não basta apenas recursos financeiros, mas sobretudo de recursos humanos. E é um desafio não só do MS, mas sobretudo das Secretarias estaduais de Saúde e da própria rede hospitalar brasileira - afirma Beltrame.

O Brasil tem o maior programa público de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. Cerca de 95% dos transplantes são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que também subsidia todos os medicamentos imunossupressores para os pacientes. A agilidade nos transplantes depende de vários fatores, como um diagnóstico rápido de morte encefálica, uma captação eficiente, maior compatibilidade entre doador e receptor, além do número de pacientes em lista de espera.

O transplante de coração foi o que apresentou o maior aumento percentual entre 2007 e 2008, com 29%; seguido pelo fígado (14%), pela córnea (12%) e pelo rim/pâncreas (9%).

Com informações do Ministério da Saúde