Fast-food eleva risco do mal de Alzheimer

Jornal do Brasil

ESTOCOLMO - O consumo de alimentos do tipo fast-food pode elevar o risco do desenvolvimento do mal de Alzheimer, sugere um estudo do Instituto Karolinska em Estocolmo.

Ratos de laboratório receberam uma dieta rica em gordura, açúcar e colesterol representando o valor nutricional de lanches do tipo fast-food durante nove meses e desenvolveram alterações no cérebro associadas aos estágios preliminares da doença.

Ao examinar os cérebros destes ratos, nós descobrimos uma mudança química que não é diferente da encontrada no cérebro com Alzheimer afirmou Susanne Akterin, do Centro de Pesquisa do Mal de Alzheimer do Instituto Karolinska.

Os testes mostraram que os alimentos alteraram a formação de uma proteína chamada Tau, que forma nódulos no cérebro de pacientes com Alzheimer, impedindo o funcionamento normal das células, fazendo com que elas morram.

Susanne e sua equipe notaram ainda que o colesterol em alimentos reduziu os níveis de outra substância no cérebro, Arc, que é uma proteína ligada ao armazenamento de memórias.

Nós suspeitamos que um alto consumo de gordura e colesterol, em combinação com fatores genéticos podem afetar de maneira adversa várias substâncias no cérebro, que podem contribuir para o desenvolvimento de Alzheimer afirmou.

A pesquisadora acredita que os resultados dão alguma indicação de como o mal de Alzheimer pode ser prevenido, mas são necessárias mais pesquisas neste campo antes que se possa fazer um aconselhamento apropriado ao público .

A doença de Alzheimer é um dos tipos mais comuns de demência no mundo e geralmente acomete pessoas com mais de 65 anos. Segundo médicos especialistas, o Alzheimer tende a se tornar mais freqüente à medida que a população mundial envelhece e que as pessoas passam a viver mais tempo, como o caso da população brasileira.

O diagnóstico depende da avaliação neurológica e de exames complementares, incluindo tomografia ou ressonância.