Brasília sedia Movimento Viva Bem com a Psoríase em 30 de julho

JB Online

BRASÍLIA - No dia 30 de julho, Brasília será sede de um grande evento de mobilização para informar as pessoas sobre a psoríase, uma doença inflamatória da pele que atinge de 1 a 3% da população mundial.

Promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD - regional Distrito Federal), pela Associação Brasiliense de Psoríase (ABRAPSE) e pelo Hospital Universitário de Brasília (HUB).

O Movimento, que será realizado de 10 às 20 horas no Brasília Shopping, pretende esclarecer como lidar e identificar a doença, além de motivar os portadores a seguir um tratamento e combater o preconceito.

Carregada de estigmas, a enfermidade causa impactos psicológicos negativos na qualidade de vida das pessoas atingidas. Por isso, o encontro também servirá para orientar familiares de portadores e a população de modo geral.

A campanha informativa vai contar com dermatologistas durante todo o dia. Para essa ação, haverá um quiosque de informações no piso térreo do Brasília Shopping com voluntários e profissionais da saúde que vão aconselhar e esclarecer dúvidas sobre a doença e distribuir folhetos explicativos relacionados ao tema.

Apesar do preconceito e motivado pelo pouco conhecimento acerca da doença, a psoríase não é contagiosa. Mesmo sendo considerada uma doença crônica, é possível fazer um controle efetivo por meio de medicamentos.

De origem desconhecida, é classificada como uma doença inflamatória auto-imune, quando o sistema imunológico começa , inadvertidamente, a atacar o próprio organismo. Por isso, em situações de estresse, depressão e baixa auto-estima os portadores de psoríase apresentam uma evolução notória dos sintomas.

No Brasil, a doença atinge cerca de três milhões de pessoas que, além do desconforto físico, têm suas relações interpessoais afetadas.

Segundo a coordenadora do Ambulatório de Psoríase do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Gladys Aires Martins, uma das porta-vozes do evento, as pessoas atingidas chegam a sofrer rejeição no mercado de trabalho e tendem a esconder as lesões.

- Muitos evitam o convívio social e optam pelo isolamento em função do constrangimento - afirma a especialista.

A psoríase está dividida em três graus de intensidade: leve, moderada e severa. A forma leve acomete de 75 a 80% dos casos e atinge cerca de 2% da superfície da pele, com mais freqüência nos joelhos, cotovelos, couro cabeludo, mãos e pés.

As de intensidade moderada e severa atingem de 20 a 25% dos pacientes e chegam a se espalhar por até 10% do corpo. Entre 5% e 30% das pessoas com psoríase desenvolvem artrite psoriásica, que afeta as articulações do corpo, cinco a dez anos depois do surgimento das lesões cutâneas.

Ela é caracterizada principalmente por lesões nas pontas dos dedos, causando inchaços nas mãos e nos pés e, em alguns casos, danos articulares, caso a doença não seja tratada.

Para o presidente da Associação Brasiliense de Psoríase (Abrapse), Brasil Magno Braga, a principal dificuldade ainda é a discriminação. Portador da psoríase, ele tem 90% do corpo acometido por manchas avermelhadas que atingem grandes áreas da pele, uma das formas mais graves e menos comum da doença.

- Quando a pessoa descobre que é portador da psoríase, a vida muda completamente. Além das dificuldades em tratar, do controle e dos exames periódicos que são necessários, o grande desafio é lidar com a falta de conhecimento de muitas pessoas. O preconceito e a discriminação são muito fortes, é um processo difícil - lamenta.