UFRJ já tem supercomputador para projetos em Geofísica e Oceanografia

JB Online

RIO DE JANEIRO - Um dos computadores de mais alto desempenho para uso acadêmico da América Latina foi inaugurado no Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O supercomputador, chamado de Netuno, foi montado com recursos da ordem de R$ 5 milhões, investidos pela Petrobras por meio de duas redes temáticas criadas pela empresa: a Rede de Geofísica Aplicada e a Rede de Modelagem e Observação Oceanográfica.

A escolha da UFRJ para abrigar o equipamento se deve a sua boa conectividade à rede Ipê, Internet acadêmica de alto desempenho operada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT).

O cluster (aglomerado de computadores) deve beneficiar, além da UFRJ, outras 16 instituições nacionais voltadas ao ensino e à pesquisa 14 delas com acesso à rede Ipê - que integram essas redes temáticas. A partir de agora, os participantes terão nova capacidade de processamento para seus projetos. Calcula-se que a nova máquina elevará a capacidade atual instalada em cerca de oito vezes.

Alta performance

O Netuno é composto por 256 servidores de alto desempenho, cada um com dois processadores de 2.6 GHz com quatro núcleos de processamento cada. As máquinas são interligadas por uma rede de dados de alta performance, fazendo com que sejam capazes de processar, de forma simultânea, grande volume de dados.

Segundo o coordenador do Centro de Computação de Alto Desempenho de Geofísica e Oceanografia da UFRJ, Sérgio Guedes de Souza, o desempenho teórico de processamento do equipamento é de cerca de 21,7 teraflops (trilhões de cálculos) por segundo. Com esta performance, o cluster passa a integrar o ranking mundial das 500 maiores máquinas de processamento paralelo.

Também vinculadas à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as redes temáticas têm o objetivo de contribuir para a interação das instituições nacionais envolvidas com projetos de infra-estrutura e de pesquisa e desenvolvimento na área de petróleo, gás e energia.

Apesar de estar abrigado na UFRJ, o Netuno estará à disposição para rodar projetos e aplicações de diversas universidades. "Cumprimos, assim, nosso papel no avanço da rede de conhecimento científico do País", destacou Souza.

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