Estudo revela que hormônio feminino provoca desejo por poder

JB Online

MICHIGAN - Uma pesquisa publicada na revista acadêmica Hormones and Behavior sugere que o estrogênio é o hormônio que provoca o desejo por poder e competição nas mulheres da mesma forma que a testosterona o faz no homem. O estrogênio é o hormônio relacionado com o controle da ovulação e com o desenvolvimento de características femininas.

O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e da Universidade alemã Friederich-Alexander.

Um grupo de 49 mulheres se envolveram na pesquisa. Inicialmente, os pesquisadores mostraram ao grupo uma foto e pediram que as mulheres escrevessem uma história sobre a imagem.

- Nós procuramos por temas relacionados ao poder. Quando mais uma história ia nessa direção, mais a pessoa era considerada motivada pelo poder - disse Steven Stanton, da Universidade de Michigan.

Comparações

Análises das salivas durante e depois da competição mostravam uma relação clara entre o hormônio e as emoções. Uma análise da saliva das mulheres mostrou que as mais ambiciosas tinham um nível mais alto de estradiol, um tipo de hormônio estrogênico.

Depois, as mulheres competiram em dez rodadas de jogos de computador. A cada rodada, elas ficavam sabendo se tinham perdido ou ganhado e podiam ver a reação das outras mulheres.

Em mulheres consideradas ambiciosas, os níveis do hormônio subiam quando elas ganhavam. Quando perdiam, os níveis caíam.As flutuações eram particularmente notáveis em mulheres solteiras e naquelas que não estavam usando pílula anticoncepcional.

No entanto, em mulheres que não eram consideradas ambiciosas, o efeito foi inverso. O nível de estrógeno caía quando elas ganhavam e subia um pouco quando perdiam.

- O nosso estudo mostra um paralelo com o que é observado entre testosterona e poder e competição em homens. Em homens, a motivação pelo poder é associada a altos níveis de testosterona, principalmente depois de uma vitória difícil. Em mulheres, o estrógeno parece ser o hormônio crítico para isso - concluiu Oliver Schultheiss, da Universidade Friedrich-Alexander.