Novos métodos de combate às estrias amenizam e regeneram o tecido

Júlia Moura, JB Online

RIO - Estrias, um mal estético que incomoda muita gente, já pode ser amenizado. Para a alegria das brasileiras e mais recentemente para os homens, novos tratamentos de combate às estrias com fosfato de cálcio e concentrado de plaquetas estão sendo utilizados no Brasil.

Causada por vários motivos, entre eles o aumento da produção do hormônio estrogênio, a falta de hidratação, as variações de peso, crescimento acelerado entre 2 e 6 anos, próteses de silicone com grande volume e esforços para ganhar massa muscular, as estrias são consideradas para muitos dermatologistas um tabu . As pessoas se olham no espelho e não gostam da rachaduras avermelhadas no início e esbranquiçadas com o tempo na pele.

-A estria é a famosa areia em nossos sapatos. Tratar estrias é extremamente difícil disse o médico dermatologista Paulo Danila, de São Paulo.

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Os dois novos métodos de combate às estrias foram apresentados nesta quinta-feira no V Congresso Mundial de Medicina Estética, que acontece até este sábado, no Rio de Janeiro.

-O fosfato de cálcio, apresentado pelo médico Paulo Danila, pode reduzir a estria em aproximadamente 30%, garante o dermatologista. Além disse, o tratamento tem a vantagem de, na maioria dos casos, não gerar dor. A desvantagem do método é gerar um processo inflamatório muito intenso, com início logo após as aplicações de injeções diretamente nas estrias, cerca de 3 a 4 horas depois.

Apesar de ser um pouco mais caro que os métodos convencionais, o preço equivalente a uma mesoterapia, o método utilizado pelo Dr. Paulo pode obter um bom resultado na quinta ou sexta sessão. O recomendado, para um resultado satisfatório, são 10 sessões, com intervalos de 15 a 30 dias para as aplicações. O médico ressalta para não ter pressa e não diminuir o intervalo, pois manchas escuras podem aparecer nas estrias.

- Conseguimos ter uma melhora de 30% das estrias, mais que isso é quase impossível. Gostaríamos que chegasse a 80% mas este resultado já é bastante satisfatório. Na quarta ou quinta sessão já obtém um resultado bom. É um produto ao meu ver que veio para ficar, apesar de ser um pouco mais caro que os métodos tradicionais avalia Paulo Danila.

Já para o médico Osterno Potenciano, de Goiânia, a aplicação de concentrado de plaquetas sanguíneas diretamente nas estrias gera um resultado bastante satisfatório que pode ultrapassar a melhora de 30% na aparência das estrias. O tratamento no combate à estria ainda está em fase de teste, mas vem sendo utilizado em implantes dentários, em pós-operatórios de cirurgias plásticas e reimplante capilar.

O concentrado de plaqueta é um procedimento inédito no combate a estrias. São retirados cerca de 30 a 40 ml de sangue do próprio paciente. Em seguida, são separadas as plaquetas. A partir daí, o concentrado de plaquetas também conhecido como PRP (plasma rico em plaquetas) é injetado nas próprias estrias. Uma grande vantagem do novo tratamento é que, por utilizar substância do próprio paciente, o risco de reações alérgicas é praticamente nulo.

- A regeneração do tecido é um tratamento difícil. Acreditamos que a aplicação de concentrado de plaquetas será um grande aliado no combate dessas indesejáveis marcas na pele afirma o médico goiano, que entre as sete pacientes que fizeram o teste, uma sentiu uma melhora surpreendente, cerca de 90%. A paciente tinha estrias profundas, brancas e bem largas, nas nádegas, costas e lateral da perna que a incomodavam bastante, fez o tratamento com concentrado de plaquetas e obteve um resultado muito bom. Ponteciano lembra que os testes ainda estão em fase preliminar, precisando de mais experimentações para sua adoção definitiva.