Pílulas femininas orais evitam câncer, diz pesquisa

Agência EFE

LONDRES - O uso de anticoncepcionais orais protege as mulheres do câncer de ovário "de forma significativa e a longo prazo", segundo estudo publicado nesta sexta-feira pela revista científica britânica The Lancet.

Os pesquisadores do Collaborative Group on Epidemiological Studies of Ovarian Câncer (Universidade de Oxford) descobriram que em países ricos a incidência do câncer de ovário em mulheres com menos de 75 anos cai de doze por mil para oito por mil graças ao uso de anticoncepcionais orais.

Acredita-se que o uso destes hormônios tenha reduzido o número de mortes de pacientes com câncer de ovário de sete para cinco por mil.

A equipe de pesquisadores calcula que o uso de anticoncepcionais preveniu cerca de 200 mil casos da doença e cem mil mortes por câncer de ovário, e considera que nas próximas décadas mais de 30 mil casos serão evitados ao ano graças à ingestão deste tipo de hormônios.

Para chegar a estas conclusões, a equipe de pesquisadores, liderada por Valerie Beral (Universidade de Oxford), reuniu 45 estudos epidemiológicos sobre câncer de ovário e analisou os casos de mais 110 mil mulheres. Destas, somente 23.257 tinham a doença. De acordo com os cálculos dos pesquisadores, para cada cinco mil mulheres que utilizarem anticoncepcionais orais, dois cânceres de ovário e uma morte poderão ser evitados.

Segundo os pesquisadores, a redução do risco não depende de fatores como a etnia, a educação e a idade em que as mulheres tiveram a primeira menstruação, os antecedentes de câncer de mama, o uso de tratamento hormonal repositivo, o índice de massa corporal, o peso e o consumo de álcool e tabaco.

Os pesquisadores também não acreditam que a quantidade de estrogênios presente nos anticoncepcionais orais influencie no risco real de ter câncer de ovário.

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