Juiz nigeriano pede prisão de três diretores da Pfizer

Agência EFE

LAGOS - Um tribunal da Nigéria pediu a prisão preventiva de três diretores da filial nigeriana da multinacional farmacêutica Pfizer, devido a testes de um medicamento que, em 1996, teriam causado a morte de 11 crianças, informou hoje a imprensa de Lagos.

A decisão foi tomada ontem pela Suprema Corte do estado de Kano, no norte do país.

Além de Ngozi Edozien, o responsável pela filial da Pfizer na Nigéria, também vão ser detidos outros dois diretores, todos acusados de não responder às intimações judiciais.

Em 1996, durante um surto de meningite que matou quase 12 mil menores em Kano, o remédio Trovan, fabricado pela Pfizer, teria sido administrado ilegalmente em 200 crianças.

Segundo a acusação, além das 11 que morreram devido aos testes médicos, muitos outras sofreram com diferentes efeitos colaterais.

Por conta do ocorrido, as autoridades de Kano processaram a multinacional por danos no valor de US$ 2 bilhões.

Por sua vez, o Governo da Nigéria está pedindo uma indenização de US$ 6,5 bilhões.

A Pfizer nega que o remédio tenha causado a morte das 11 crianças ou que tenha sido administrado ilegalmente.

A próxima audiência do caso, que corre no estado de Kano, foi marcada para 29 de janeiro.