Site de animação Aniboom lança canal no YouTube

REUTERS

WASHINGTON - O Aniboom, site que serve de lar à criação e distribuição de clipes de animação na internet, está lançando um canal no YouTube, com o objetivo de promover a criação do próximo grande sucesso de animação capaz de competir com 'Os Simpsons' ou 'South Park'.

Pequena empresa iniciante criada em Israel no ano passado, a Aniboom oferece a animadores profissionais e amadores espaço para que mostrem seus vídeos e testem a popularidade deles com as audiências da Web.

A empresa também oferece ferramentas para criar animações e até o momento já organizou uma comunidade com mais de 2,5 mil animadores de mais de 70 países, que usam o site.

O próximo passo, diz Uri Shinar, fundador e presidente-executivo do grupo, será cultivar entretenimento animado capaz de ser o próximo grande sucesso, junto às audiências da Web e outras. A Aniboom selecionou 10 animadores para que cada um crie uma série curta de até oito episódios a ser distribuída online.

- Estamos descobrindo os melhores talentos na comunidade de animadores do Aniboom e oferecendo a eles uma parceria, por meio de uma série - disse Shinar em entrevista.

- Distribuiremos as séries amplamente na Web e as que pegarem serão os sucessos do futuro - disse. - O grande sonho seria que o próximo South Park viesse do Aniboom.

A empresa está solicitando propostas dos animadores para desenvolver e financiar uma série em parceria. A companhia também está negociando com operadoras de telefonia celular, redes de televisão e outros canais de distribuição para atingir a maior audiência possível.

Shinar, que antes foi presidente-executivo do grupo de mídia eletrônica israelense Keshet, considera a Internet como campo de provas para novos produtos de entretenimento que podem se firmar à frente da produção tradicional para TV.

Com o mesmo investimento necessário para produzir um piloto de TV e exibi-lo a 100 pessoas para determinar sua reação, "podemos produzir 10 séries para a web e oferecê-las a uma audiência de teste de dois milhões de pessoas", disse o executivo.