Proteínas podem proteger aviões do frio

Portal Terra

BERLIM - Cientistas europeus desenvolveram em laboratório proteínas que impedem o congelamento, e cujas aplicações podem levar no futuro a uma maior proteção a aviões em climas muito frios ou para que sorvetes se mantenham sempre cremosos no congelador.

O projeto, desenvolvido por especialistas do Instituto Fraunhofer de Brêmen (Alemanha), se baseia no descobrimento de uma proteína presente em um peixe e capaz de sobreviver inclusive a temperaturas inferiores ao ponto de congelamento, explica um comunicado divulgado nesta quarta-feira pela Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia).

Os cientistas estão estudando como aplicar o descobrimento à pesquisa de materiais e a setores tão diversos como os da alimentação e da indústria.

Embora em longo prazo tais conhecimentos pudessem servir, por exemplo, para conservar os sorvetes sempre cremosos no congelador, por enquanto os estudos estão se focando em aplicações mais técnicas.

O professor Ingo Grunwald, do Instituto Fraunhofer, explicou que, ao contrário dos ursos polares e de outros animais de sangue quente, alguns peixes e insetos não são capazes de produzir calor a partir dos alimentos que consomem, e que, "em seu lugar, adaptam a temperatura de seu corpo à do entorno".

Dessa forma, "suas células se equipam de proteínas que reduzem a formação de gelo".

Atualmente, os cientistas estão pesquisando uma forma de transferir para determinadas superfícies as propriedades desses mecanismos de proteção contra o congelamento.

Caso consigam seu objetivo, evitariam, por exemplo, a necessidade de aplicar produtos descongelantes sobre as asas dos aviões em climas muito frios, embora "ainda falte muito para consegui-lo", segundo o comunicado.

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