Gonu causa 12 mortes e grandes danos materiais em Omã

Agência EFE

OMÃ - O ciclone Gonu causou 12 mortes e provocou grandes danos materiais em Omã, segundo declarou nesta quinta-feira um porta-voz da Polícia, o coronel Abdullah bin Ali al-Harezi. Citado pela televisão estatal, Harezi afirmou que as equipes de resgate, apoiadas por helicópteros, intensificaram suas operações em várias áreas litorâneas do sultanato. A capital, Mascate, "se transformou num lago" devido às intensas chuvas. O país é o mais afetado pela passagem do ciclone.

Fontes oficiais afirmaram que Mascate foi a cidade que mais sofreu com o 'Gonu'. Os prejuízos materiais podem chegar a centenas de milhões de dólares. A televisão de Omã mostrou hoje novas imagens das inundações na capital, onde vários distritos ficaram sem luz e telefone. Os fortes ventos arrancaram centenas de árvores e destruíram milhares de automóveis. O Governo pediu aos proprietários das lojas de produtos alimentícios e padarias que tentem retomar suas atividades para "ajudar nos esforços para enfrente esta situação difícil".

O Gonu chegou a Omã na terça-feira, vindo do Mar Arábico e acompanhado de ventos de 130 a 170 km /h, intensas chuvas e ondas de até 14 metros de altura. Ontem à noite o ciclone chegou à costa sudoeste do Irã, com menos força. Mesmo assim, matou uma pessoa e feriu várias. Os meteorologistas afirmaram hoje que o Gonu perdeu sua força e começou a se transformar em tempestade tropical.

As autoridades de Omã reafirmaram que todas as instituições governamentais permanecerão fechadas até sábado, segundo ordens do Sultão, Qabus bin Sayed. Não se sabe se a ordem inclui as instalações para a exportação de petróleo. O porto de Sohar, o maior do país para exportação de petróleo, assim como a principal usina petroquímica, no litoral leste, foram fechados na noite do terça-feira.