Palm vende fatia da empresa e indica ex-Apple como presidente

REUTERS

NOVA YORK (EUA) - A fabricante de aparelhos eletrônicos Palm informou que vai vender uma fatia de 25% para a empresa de private equity Elevation Partners, por US$ 325 milhões. O acordo coloca um ex-executivo da Apple como presidente da companhia.

As ações da Palm subiam 1,4%, por volta das 16h, puxadas pelo ânimo dos investidores que esperam que a injeção de dinheiro e a indicação para a presidência de Jon Rubinstein, ex-vice-presidente e diretor-gerente da unidade de iPods da Apple, revitalizem a marca da Palm e talvez desenvolvam uma relação com a Apple.

- O papel de Rubinstein será o de fortalecer e ajustar a sintonia fina de nossa produção - afirmou o diretor-executivo da Palm, Ed Colligan, em uma teleconferência. - Isso é para podermos colocar um time que nos possibilite obter a posição de liderança.

O acordo foi anunciado enquanto a Palm, que criou em 1996 o assistente digital pessoal (PDA, na sigla em inglês), tenta reaver o status de fabricante top de aparelhos em meio à dura competição com concorrentes muito maiores no setor de telefonia, como Motorola e Nokia.

O anúncio foi feito uma semana após a apresentação do novo computador portátil da Palm, o Foleo, que recebeu avaliações mornas.

A Palm tem sido vista há bastante tempo como um alvo de aquisição, graças à marca bem conhecida, o sistema de operações e o seu relacionamento com as empresas de telefonia celular.

A Palm distribuiu cerca de 2,3 milhões de unidades do popular telefone Treo no último ano fiscal, mas as vendas foram menores do que as obtidas por Nokia, Motorola, Samsung e Sony Ericsson.

A Elevation afirmou que esse é o seu maior investimento já realizado. Um dos fundadores da empresa, Roger McNamee, disse que a companhia não pretende comprar uma parcela maior da Palm.

As firmas de private equity costumam comprar o controle de companhias para reestruturá-las e vendê-las em seguida. O acordo da Palm é mais um exemplo de compra de uma fatia minoritária pela Elevation, como fez com cerca de US$ 200 milhões da revista Forbes. As firmas de private equity normalmente mantêm os investimentos por entre três e cinco anos.