Produção independente e regional é solução para TV pública

Agência Brasil

BRASÍLIA - Ceder espaço para produção independente e para conteúdo regional pode ser uma das soluções para compor a programação de televisões públicas, apontou o grupo de trabalho responsável pelo tema no segundo dia de plenárias do 1º Fórum Nacional de TVs Públicas.

A relatora do grupo de discussão Programação e Modelos de Negócio , Beth Carmona, que preside a TVE do Rio de Janeiro, disse que a programação de uma TV pública de qualidade deve incluir cultura de uma forma geral, arte, teatro, música, música popular e a informação, o debate, a pluralidade . Segundo elas, a programação plural e diversificada é uma das formas de fazer com que os brasileiros se sintam representados na televisão pública .

- A pluralidade a gente vê como a pluralidade de idéias, opiniões, ou seja, para que a sociedade possa formar um ponto de vista sobre os acontecimentos, sobre os fatos, é importante que ela ouça o maior número de opiniões possível.

O grupo apontou os principais problemas das TVs públicas. Entre eles, escassez de financiamento, disputa na busca de recursos, falta de planejamento e de continuidade na gestão e direção das emissoras. O tipo de gestão e financiamento a que elas estão submetidas acabam fazendo com que alguns desvios aconteçam e que o exercício daquilo que ela se propõe nem sempre é ideal. , disse Carmona.

Entre as sugestões apresentadas para fortalecer o modelo está também a implantação de códigos de ética e conduta das emissoras. Outra idéia é fortalecer o funcionamento das ouvidorias nas emissoras.

As plenárias do 1º Fórum Nacional de TVs Públicas começaram ontem (8) em Brasília. Os debates prosseguem até sexta-feira (11), quando os participantes deverão apresentar a Carta de Brasília, com a síntese das recomendações do encontro ao governo federal.

Ao todo, foram criados oito grupos temáticos de trabalho preparatórios ao fórum com representantes do governo, da sociedade civil e do campo público de televisão.