Secretaria de Direitos Humanos defende pesquisa de células-tronco

Agência Brasil

BRASÍLIA - A utilização científica das células-tronco retiradas de embriões tem o governo federal como um dos principais defensores.

Responsável pela coordenação do grupo de trabalho que discutiu inicialmente o tema, antes mesmo do Congresso Nacional, a Secretaria Especial de Direitos Humanos avalia que, no momento, a sociedade precisa de mais informações sobre os limites para os estudos, estabelecidos na Lei de Biossegurança.

A autorização para pesquisas com células-tronco embrionárias foi questionada pela Procuradoria-Geral da República no Supremo Tribunal Federal (STF). Na última semana, o tribunal promoveu uma audiência pública sobre o tema.

O ministro do STF, Carlos Ayres Britto, prometeu elaborar até o final de junho um relatório sobre o caso.

De acordo com a coordenadora nacional das Políticas de Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, Izabel Maior, é importante esclarecer à população que as pesquisas com células-tronco embrionárias não afetam o direito à vida. Os embriões utilizados não são aqueles que estão no útero da mãe.

- As pesquisas estão sendo feitas com embriões que estão congelados e que não servem para fertilização. São embriões que serão descartados. Sem dúvida, há uma confusão entre proposta religiosa e o interesse da população - argumenta Izabel Maior, que trabalha na Secretaria Especial de Direitos Humanos.

Para ela, ainda que não se tenha certeza a respeito dos resultados dessas pesquisas, é um projeto no qual o governo deve investir.

- Não se pode deixar de buscar tratamento futuro por falta de informação dos outros. O Brasil tem que acompanhar os outros países, caso contrário os doentes brasileiros terão que buscar tratamento no exterior - explica.

A coordenadora ressalta que os debates promovidos pelo STF e sociedade são extremamente válidos.

Segundo ela, é um regime democrático, com o maior número de informações a fim de que as pessoas se sintam seguras.

- O estado brasileiro tem a obrigação de levar informações à população e garantir a qualidade de vida das pessoas - defende a coordenadora.

A Secretaria de Direitos Humanos está confiante que o STF vai entender a importância das pesquisas.