Cientistas alertam para graves conseqüências da alta de oceanos

Agência EFE

SAN FRANCISCO - Mais de 1 bilhão de pessoas que vivem em áreas abaixo do nível do mar poderiam sofrer as conseqüências de um desastre natural como o maremoto que atingiu o sudeste asiático em 2004, alertou nesta quinta-feira um estudo.

Graças à aplicação de novas tecnologias de mapas, os cientistas do Observatório Geológico dos Estados Unidos calcularam quantas pessoas poderiam ser afetadas caso as águas do mar subissem rapidamente.

Numa conferência em San Francisco (Califórnia), sede do encontro da Associação de Geógrafos dos EUA, o diretor do estudo, Lynn Usery, afirmou que um quarto da população mundial vive cerca de 30 metros abaixo do nível do mar.

O nível do mar está subindo num ritmo de um a dois milímetros por ano. Assim, é improvável uma catástrofe de um dia para o outro. No entanto, o cientista observou que o mar subiu 20 metros durante cinco séculos há cerca de 10 mil anos, por causa do degelo.

Com as novas tecnologias, que ajudam os cientistas a saber quanta terra ficaria submersa, os Governos dispõem de ferramentas para prevenir um desastre, disse o pesquisador.

O maremoto de 2004, que causou mais de 220 mil mortes na Ásia, e o furacão Katrina, que arrasou o Golfo do México em 2005, mostraram o gravíssimo impacto de um possível aumento súbito das águas, lembrou o cientista.