Censo aponta que restam apenas 34 leopardos no Extremo Oriente russo

Agência EFE

MOSCOU - A população de leopardos no Extremo Oriente russo é de apenas 34 exemplares, segundo revelou nesta quarta feira um censo realizado para registrar a situação dos felinos, que estão em risco de extinção em seu habitat.

A contagem foi efetuada em uma faixa de território de pelo menos 5 mil quilômetros quadrados, na região de Primorie, na fronteira com a China, segundo explicou Pavel Fomenko, diretor do Instituto de Geografia do Pacífico.

Segundo Fomenko, o risco de extinção do Leopardo do Extremo Oriente ("panthera pardus orientalis") é muito alto, apesar das medidas para sua conservação.

Antes, o felino habitava as florestas da Rússia, China e Coréia do Norte, mas a caça ilegal, o desmatamento de florestas e outras atividades humanas limitaram seu habitat a uma área de 400 mil hectares nas florestas situadas ao redor do Lago Jasan, em Primorie.

Quando adulto, o macho pode alcançar 1,70 metro de comprimento, e pesar até 60 quilos.

Esta é a subespécie de leopardo que vive mais ao norte do globo, e a mais bem adaptada aos invernos rigorosos do hemisfério.

Antes de serem afetados pela atividade humana, cada leopardo da região de Jasan habitava um território de 500 a 800 quilômetros quadrados.

Os animais, incluídos no Livro Vermelho da Rússia de espécies desaparecidas ou em risco de extinção, estão sob a proteção do Estado, e sua caça é ilegal.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) financiam a Reserva de Biosfera Kedrovaya, em Primorie. O local pretende ajudar a proteger espécies naturais em risco de extinção, dentre as quais o leopardo do Extremo Oriente.