Pfizer discutirá sobre reforço de vacina com autoridades dos EUA

A reunião acontece após o principal especialista em doenças infecciosas e conselheiro do presidente Joe Biden, Anthony Fauci, reconhecer que uma terceira dose 'é inteiramente concebível, talvez seja necessário'

Reuters/Carlo Allegri
Credit...Reuters/Carlo Allegri

A Pfizer informou que pretende se reunir nesta segunda (12) com representantes da área da Saúde dos Estados Unidos para discutir a solicitação do grupo farmacêutico para que seja autorizada a aplicação de uma terceira dose de seu imunizante contra covid-19. A reunião acontece após o principal especialista em doenças infecciosas e conselheiro do presidente Joe Biden, Anthony Fauci, reconhecer que isso "é inteiramente concebível, talvez seja necessário".

A farmacêutica disse que tinha uma reunião marcada com a Agência Reguladora responsável pela aprovação de medicamentos (FDA, na sigla em inglês) e outras autoridades nesta segunda-feira, dias depois que a Pfizer afirmou que as doses de reforço seriam necessárias em 12 meses.

Na semana passada, Mikael Dolsten, chefe de pesquisas da Pfizer, disse à Associated Press que os primeiros dados do estudo para um novo reforço de seu imunizante sugerem que os níveis de anticorpos das pessoas aumentam de cinco a dez vezes após uma terceira dose, em comparação com a segunda dose meses antes de um reforço.

Em entrevista nesse domingo (11), Fauci não descartou a possibilidade, mas disse considerar muito cedo para o governo recomendar outra dose. Segundo o médico, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) e a FDA tomaram a decisão certa na semana passada, ao contestar a afirmação da Pfizer com sua declaração de que não consideravam as doses de reforço necessárias "neste momento".

Fauci disse que os estudos clínicos e os dados laboratoriais ainda precisam comprovar totalmente a necessidade de um reforço para as atuais vacinas da Pfizer e da Moderna (de duas doses) ou par o regime de uma dose da Johnson & Johnson.(com Agência Estado e Associated Press)