Terceira escola a desfilar neste segundo dia, a Beija-Flor de Nilópolis traz para a Marquês de Sapucaí cerca de 3.800 componentes, divididos em 43 alas, para contar a história do mangalarga marchador. Com sete carros e um tripé, a escola começa o desfile falando da evolução do homem, que contou com o auxílio do cavalo.
O enredo narra as conquistas das civilizações, até a chegada da raça alter-real ao Brasil, junto com a família real. Ao longo do desfile, a escola explica o surgimento do cavalo mangalarga marchador, em Minas Gerais.
"Eu sou o Mangalarga Marchador; um animal sem fronteiras, uma grande paixão, de beleza forte, andar macio e comodidade que me fizeram brilhar. Sou esplendoroso, ágil, leve, sadio, ativo e dócil, detenho qualidades extraordinárias que lançam a minha raça, genuinamente brasileira, no cenário mundial, espalhando-se pelos caminhos da vida", diz a sinopse do enredo.
FICHA TÉCNICA:
Enredo: "Amigo Fiel, do cavalo do amanhecer ao Mangalarga Marchador"
Carnavalescos: André Cezari, Fran-Sérgio, Ubiratan Silva, Vítor Santos e Bianca Behrends
Diretor de Carnaval: Laíla
Intérprete: Neguinho da Beija-Flor
Mestres de Bateria: Plínio e Rodney
Rainha de Bateria: Rayssa Oliveira
Mestre-Sala: Claudinho
Porta-Bandeira: Selmynha Sorriso
Comissão de Frente: Augusto Vargas, Marlus Fraga, Ruidglan Barros e Raimundo Rodrigues.
HISTÓRIA:
A Beija-Flor de Nilópolis nasceu nas comemorações do Natal de 1948. Um grupo formado por Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Helles Ferreira da Silva, Mário Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva resolveu formar um bloco que, depois de várias discussões, por sugestão de D. Eulália de Oliveira, mãe de Milton, recebeu o nome de Beija-Flor (inspirado no Rancho Beija-Flor, que existia em Marquês de Valença). Dona Eulália foi admitida como fundadora.
Em 1953, o Bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor, vitorioso no bairro, foi inscrito por Silvestre David do Santos (Cabana) integrante da ala dos compositores, como escola de samba, na Confederação das Escolas de Samba, para o desfile oficial de 1954, no segundo grupo.
No seu primeiro desfile, em 1954, foi campeã passando para o grupo I, no qual permaneceu até 1963. Em 1974, retornou para o Grupo I resultado do bom trabalho desenvolvido por Nelson Abraão David. Em 1977, Aniz Abraão David assume a Presidência e projeta a Escola de Samba de Nilópolis como uma das mais famosas do mundo.