Porto da Pedra vai apostar em efeitos químicos para criar o universo de Maria Clara Machado

Com o enredo voltado as peças infantis de Maria Clara Machado, a Unidos do Porto da Pedra pretende despertar a criança que tem dentro de cada folião na Sapucaí. A grande aposta da escola este ano será um show de efeitos sensitivos, incluindo cheiro de bolo de baunilha, chuva e até rajadas de vento em cima do público das frisas e das arquibancadas. Os foliões de São Gonçalo vão contar com tecnologia de ponta.

O abre alas da agremiação será o tradicional tigre. Escondido através de plásticos pretos, a obra de arte não pode ser vista por absolutamente ninguém que visite o barracão da escola na Cidade do Samba. A surpresa só será desvendada mesmo na madrugada da segunda-feira de carnaval.

Segundo o diretor de carnaval da escola, Amauri de Oliveira, a idéia do desfile será dar vida aos personagens infantis de Maria Clara Machado.

“A comissão de frente e o carro abre alas serão um grande palco de teatro. Mas a novidade mesmo serão os efeitos químicos que levaremos para a Marquês de Sapucaí. Levaremos o público a lembrar de sua infância durante o nosso desfile”, adiantou Amauri.

Ao todo, a escola conta com oito carros alegóricos distribuídos em sete alegorias, além de cinco tripés. Perguntado sobre a importância do grande número de tripés, o diretor de carnaval explica: “Os tripés complementam as alas, e são fundamentais para provocar uma maior interação com o público”. 

Segundo ele, na terceira alegoria ("O Embarque de Noé") uma chuva direcionada à platéia deve surpreender os foliões. 

Já durante a passagem do carro que representa a obra “Maroquinha Fru Fru”, de Maria Clara Machado (narrativa que gira em torno de torno de um concurso de bolos com direito a espionagens, fofocas e trapaças e do triângulo amoroso entre Maroquinhas, Damião e um sacristão), um cheiro forte de bolo de baunilha tomará conta da Avenida. “Vai ser o cheiro do bolo da vovó”, adianta Leandro Valente, porta-voz da escola.