Mercadante propõe policiais fixos em área de alta criminalidade

Vagner Magalhães, JB Online

SÃO PAULO - Durante o lançamento do caderno de segurança pública de seu programa de governo, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, afirmou que irá fixar policiais nas áreas onde se verificam altos índices de criminalidade, envolvendo homicídios, roubos e tráfico de drogas. De acordo com o plano do candidato, haverá funcionamento 24 horas dos distritos policiais nessas áreas. O plano prevê também a criação do Batalhão de Proteção Escolar, a instalação de câmeras de vigilância na entrada das escolas e a criação de um modelo estadual nos moldes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

O plano contempla ainda a revisão dos critérios de distribuição de efetivo para cada município, levando-se em conta a população, os índices criminais e a área territorial. O bloqueio do sinal de celulares nos presídios e a transferência dos presos mais perigosos para os presídios federais também estão no programa, assim como zerar o número de encarcerados nas cadeias públicas e distritos policiais.

De acordo com Mercadante, a melhora no policiamento ostensivo será a mudança mais visível para a população. "O plano é colocar mais polícia na rua, melhorando o policiamento comunitário nas áreas mais críticas do Estado, especialmente na Grande São Paulo. E uma reestruturação completa dos presídios. Porque é de dentro dos presídios que as facções criminosas hoje estão controlando o tráfico e o crime. E nós vamos fazer uma política de proteção especial nas escolas para combater a violência, as drogas e ter o controle por parte da sociedade", disse.

O candidato petista afirmou que é indispensável que haja um crescimento gradativo dos salários dos policiais, que, segundo ele, passam por uma insatisfação generalizada na carreira.

"A polícia está desmotivada, se sentindo humilhada, inclusive com o confronto que tivemos entre as polícias Civil e Militar. Temos de resgatar a dignidade, a auto-estima, a participação, o diálogo permanente dos servidores, em particular com a Polícia de São Paulo. Não podemos ter o pior salário do Brasil, é inaceitável para o Estado mais rico da federação. Com diálogo e com recuperação salarial, como fizemos com a Polícia Federal, como fizemos com o funcionalismo público federal. Nós vamos ter uma nova situação da segurança pública, mudando a política pública de pessoal", disse.

O evento, realizado no centro de São Paulo, contou com a presença de representantes de vários setores das polícias Civil e Militar. O ex-delegado da Polícia Federal, Protógenes Queirós, candidato a deputado federal pelo PCdoB, chegou atrasado, apenas a tempo de cumprimentar o candidato.