Preços da soja se mantêm em alta em agosto

SÃfO PAULO, 13 de setembro de 2010 - Os preços da soja estiveram firmes no correr de agosto, conforme pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No acumulado do mês, o Indicador CEPEA/ESALQ (média de cinco regiões do Paraná) da soja em grão subiu 4,1%, fechando a R$ 41,53/saca de 60 kg. Para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (produto posto armazém de Paranaguá), a alta foi de 2,6% no mesmo período, passando para R$ 44,10/sc.

Na média das principais praças pesquisadas pelo Cepea, os preços da soja no mercado de balcão (ao produtor) subiram 5% no acumulado do mês. No mercado de lotes (negociações entre empresas), a alta foi de 6% no mesmo período.

Para o óleo de soja, houve valorização de 7,6% em agosto, cotado a R$ 1.955,97 (com 12% de ICMS), posto na cidade de São Paulo, no dia 31 de agosto. As cotações do farelo também subiram: 4,5% no mesmo período, considerando a média das regiões acompanhadas pelo Cepea.

De modo geral, no início de agosto, os preços da soja nos mercados interno e externo seguiram firmes, se aproximando dos maiores valores do ano. Assim, produtores consultados pelo Cepea estiveram atentos à possibilidade de ampliação da área para a nova temporada. No mercado internacional, a influência veio principalmente das variações de preços do trigo. No Brasil, as demandas interna e externa pelo grão continuaram estimulando o repasse até mais que proporcional aos preços, também impulsionados pelos baixos estoques.

Já na segunda quinzena do mês, pesquisadores do Cepea relatam que o ritmo de alta dos preços diminuiu diante da pressão internacional e dos menores valores de exportação do grão e derivados. Nos Estados Unidos, a safra caminha para um recorde histórico, favorecida pela maior área cultivada e pelas boas condições climáticas. A colheita naquele país deve começar na segunda quinzena de setembro e, no geral, o clima esteve favorável, com agentes sinalizando que não há motivos para preços nos patamares atuais. Dessa forma, no final de agosto, agentes diminuíram a exposição ao risco em commodities, inclusive de soja, cobrindo as posições compradas e pressionando as cotações.

Apesar de, no começo do mês a maioria dos produtores consultados pelo Cepea já ter definido o que plantar na safra de verão, os baixos preços no mercado interno de milho e a reação nos preços da soja e dos derivados podem fazer com que um novo recorde seja obtido na produção da oleaginosa na safra 2010/11.

(Redação - Agência IN)