Serra diz que investirá R$ 12 bi em saúde e defende Lei Rouanet

Laryssa Borges, Portal Terra

BRASÍLIA - O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, disse nesta terça-feira (17) que, caso eleito, pretende investir R$ 12 bilhões no serviço público de saúde em quatro anos. O tucano afirmou que não será necessário criar um novo tributo para este propósito e observou que a opção por ampliar investimentos em saúde "é uma questão de prioridade".

"São investimentos na saúde, investimentos no SUS (Sistema Únido de Saúde) descentralizado, investimentos, que significam equipamento e construção. São R$ 3 bilhões por ano. Se você compara com o que se gasta no Brasil e com o que se desperdiça é pouca coisa. É um problema de prioridade", declarou, após participar em Brasília do XX Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos.

"Vamos voltar agora (investindo) R$ 12 bilhões na área da saúde em quatro anos, em um processo amplo de equipamento e adequação", completou, afirmando ser viável adotar uma espécie de "Lei Rouanet" para a área de saúde.

"Acho interessante (a adoção de uma espécie de Lei Rouanet para) doações. É uma ideia. Não fiz isso como ministro porque já tinha um contencioso muito grande com a área econômica. Eu topo que a gente faça isso. Quando alguém faz uma doação o corredor leva um nome. Essas coisas têm que se habituar no Brasil. Acho que isso devia ser feito no Brasil, acho que não vai resolver, mas (ajuda o setor)", opinou o candidato.

A uma platéia formada por médicos e enfermeiros, o tucano rebateu ainda o discurso do governo federal de que o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) contribui para a manutenção do sucateamento da saúde e disse que essa tese não passa de "conversa fiada".

"É trololó, falsidade, mentira dizer que os problemas financeiros da saúde provêm do fim da CPMF. Não tem nada a ver. (Quando da votação da extinção da CPMF) O governo não mencionou, não falou nada da saúde. Qdo a CPMF estava caindo, (...) eu propus para o governo, através do Antonio Palocci (ex-ministro da Fazenda, que poderia ser aprovada a prorrogação do tributo) vinculando como recurso extra para a saúde. Mesmo assim não passou. O trololó de (dizer que) quem derrubou a CPMF foi a oposição é conversa fiada", observou.