Eliminada, Suíça reconhece má pontaria e falta de "instinto assassino"

Portal Terra

JOHANNESBURGO - A Copa do Mundo da África do Sul provou que a força defensiva mostrada pela Suíça na Copa da Alemanha, há quatro anos, quando não sofreu um único gol, não foi questão de sorte. Neste Mundial, foi apenas um, batendo o recorde de tempo sem ser vazado - foram 558 minutos. Mas para vencer, é preciso marcar.

"O que faltou para nós? Gols! Foi muito bom até atingirmos a grande área, mas nós não fomos implacáveis depois disso", reconheceu o atacante Hakan Yakin, no site da Fifa. "Nós estamos devastados agora, porque nós começamos determinados a vencer por dois gols de diferença para classificar às oitavas. Mas nós não tivemos sorte", disse.

O técnico Ottmar Hitzfeld, no entanto, não culpa a má sorte pela falha em obter a vaga. "Fazer gols tem sido o nosso maior problema recentemente. Falta para nós o instinto assassino", afirmou.

O único gol suíço na Copa foi marcado por Fernandes, na vitória sobre os espanhóis, maior zebra da competição até aqui. No Mundial vencido pela Itália, em 2006, o desempenho foi bem superior: quatro gols em quatro jogos, sendo eliminada nos pênaltis pela Ucrânia, nas quartas de final.