Ao lado de Gighia, técnico do Uruguai busca inspiração em 1950

Portal Terra

JOHANNESBURGO - A campanha do Uruguai na Copa do Mundo tem recebido muitos elogios e, com eles, o sonho de repetir a conquista de 60 anos atrás, quando a seleção ganhou o bicampeonato mundial vencendo o Brasil, no Maracanã. O treinador Oscar Tabárez lembra da presença do "carrasco" Gighia e diz que farão o melhor para permitir a continuidade da festa no país.

"Eu tinha três anos quando o Uruguai venceu em 1950. Durante a minha infância eu ouvia sobre os campeões o tempo todo, e um deles, Alchides (conhecido por Gighia), está conosco aqui na África do Sul", disse ao site da Fifa.

"É muito difícil traçar paralelos entre gerações de jogadores. Os uruguaios têm o time campeão em 1950 no céu, eles têm um prestígio extraordinário. Podemos atingir o mesmo? Eu acho que ainda está fora de alcance, mas nós faremos o nosso melhor", afirmou Tabárez.

Os resultados da equipe aumentaram as expectativas da população uruguaia. "Nós somos todos humanos e podemos sonhar em se tornar campeões mundiais, mas esse não é um bom exercício. Não queremos perder a cabeça e ficarmos muito eufóricos. Temos que nos concentrar na Coreia do Sul primeiro, e aí nós veremos", explicou.

"Eu e os jogadores temos muitas notícias de casa, falando com nossos amigos e famílias, e também pela internet. Nós perguntamos sobre como está a atmosfera, e aparentemente nossos jogos estão sendo televisionados em escolas e shoppings, muitas crianças estão nos seguindo. A vida cotidiana está sendo interrompida, há muitas festas, e nós esperamos que elas continuem amanhã (sábado)", disse o treinador.

Adversário deste sábado, a Coreia do Sul apresenta algumas falhas no setor defensivo. "A Coreia do Sul é muito forte coletivamente, são muito bons atacando e defendendo. A maior parte do jogo deles é baseado no ataque, então parece que eles têm alguns problemas defensivos. Apesar disso, possuem um grande elenco e será muito duro", analisou.