Presidente põe cara a bater e vê qualidade como problema italiano

Portal Terra

JOHANNESBURGO - O presidente da Federação Futebol Italiana, Giancarlo Abete, colocou a cara para bater um dia após a eliminação do país na Copa do Mundo da África do Sul. Nesta sexta-feira, concedeu entrevista coletiva, comentou o vexame e assumiu a sua responsabilidade da campanha encerrada por uma derrota por 3 a 2 diante da Eslováquia.

"Assumimos a nossa responsabilidade dentro da divisão de responsabilidade que existiu. O próprio (técnico Marcello) Lippi assumiu a sua depois do jogo. Mas acredito que existam problemas estruturais e futebolísticos", disse.

A Itália já chegou à África do Sul com a confirmação que o técnico Marcelo Lippi se despediria depois do Mundial. Cesare Prandelli será o seu substituto e, na visão de Abete, terá como principal obstáculo a falta de qualidade do futebol italiano no momento.

Comparando o Campeonato Italiano com outras competições europeias, o dirigente tentou mostrar que o problema central não é o número de jogadores estrangeiros no país. "Se fosse um problema de quantidade, outras seleções estariam na mesma situação do que a nossa", disse.

O presidente apresentou estatísticas de que atualmente 41% dos jogadores da liga italiana não são selecionáveis. A Inglaterra e a Alemanha, classificadas às oitavas, teriam 62% e 49%, respectivamente, de estrangeiros em suas competições e serviram de parâmetro para a comparação de Abete.

"É um problema de qualidade. Temos de ser realistas e determinados para trabalhar para combater isso", disse o presidente, que ainda citou a dificuldade italiana nas competições pós-título da Copa do Mundo de 2006 para explicar que o problema foi crônico, e não agudo.