Argentina e Coreia do Sul jogam por vaga antecipada

Portal Terra

JOHANNESBURGO - Empolgada por uma estreia considerada convincente pelo técnico Maradona, a Argentina entra em campo nesta quinta-feira, às 8h30 (de Brasília), para enfrentar a Coreia do Sul com a possibilidade de garantir com antecedência uma vaga nas oitavas da Copa do Mundo da África do Sul e se aproximar do primeiro lugar do Grupo B.

Uma simples vitória no Estádio Soccer City, em Johannesburgo, combinada com um empate entre Nigéria e Grécia é o suficiente para deixar a Argentina pensando na próxima fase. Os três pontos contra os sul-coreanos também praticamente deixam os argentinos com a primeira colocação da chave, o que garante um confronto teoricamente mais fácil nas oitavas.

Mas, do outro lado do campo, a Argentina encontrará um adversário com as mesmas ambições. E que na estreia mostrou um futebol ofensivo e leve, premiado com um placar de 2 a 0 contra os gregos. O discurso é de desafiar o favoritismo argentino. "Não é porque é a Argentina que temos quer ser derrotistas", afirmou o técnico Huh Jung-Moo.

Maradona elogia o adversário, acredita em jogo duro, mas vê uma diferença fundamental entre os dois times. "Com todo o respeito do mundo, não há ninguém como o Messi do outro lado. Mas eles têm um coletivo muito forte, são muito rápidos e aproveitam a bola parada. Não podemos perder chances", analisou.

Quanto ao time escolhido, nada de mistérios, só lamentações. O meio-campista Verón fica de fora por conta de uma contratura na panturrilha direita e Maradona perde sua voz entre os 11 titulares. O capitão da seleção é Javier Mascherano, mas quem recebe mais instruções do treinador e organiza o time em campo é o camisa oito.

Seu substituto será Maxi Rodriguez, jogador mais veloz, mas com menor capacidade de cadenciar o jogo. Nas outras posições, o mesmo time, com a promessa de correção do maior problema apresentado na vitória por 1 a 0 sobre a Nigéria: os espaços deixados na lateral direita, onde Jonas Gutierrez joga improvisado.

Maradona disse que o jogo deve guardar uma diferença básica em relação à estreia na África do Sul. "Será uma partida em que não levaremos tanta desvantagem no contato. A Nigéria joga na força física. Contra os coreanos é 50 a 50. Quando chocamos com os nigerianos, perdemos todas", disse o treinador.

Mesmo com a expectativa de uma partida mais leve, Maradona repetiu o discurso de proteção ao seu 'menino de ouro' Lionel Messi e pediu rigor à arbitragem. "Se derem pancada, o juiz tem o cartão amarelo e o vermelho para punir", disse.

Tamanha preocupação é justificada pela atuação elogiada de Messi. Melhor da Argentina, o camisa 10 deu passes, arriscou jogadas individuais e comandou o meio-de-campo. Só faltou o gol. "Não podemos perdoar mais", avisou o treinador, incomodado com o número de chances desperdiçadas na estreia.

Se não tem um jogador do nível de Messi, a Coreia do Sul conta com Park Ji-Sung, meia do Manchester United que tem o respeito dos argentinos. "É um jogador muito bom. Joga em um dos melhores times do mundo. Sou amigo dele. Se movimenta muito bem e sempre se encontra livre em campo", disse o ex-companheiro Tevez.