Conheça sete semelhanças que ligam o Brasil de 2002 ao de 2010

Murilo Borges, Portal Terra

DA REDAÇÃO - O futebol apresentado pela Seleção Brasileira na estreia da Copa do Mundo não era o esperado pela torcida, mas os supersticiosos já têm algo a se agarrar para acreditar na conquista do hexa. A vitória por 2 a 1 sobre a Coreia do Norte, na terça-feira, guarda muitas semelhanças com a estreia brasileira em 2002, contra a Turquia.

Entre as curiosidades estão: o resultado do jogo, a jogada do gol adversário, os problemas físicos dos principais jogadores e as naturalidades de membros da comissão técnica.

Confira abaixo as semelhanças entre 2002 e 2010:

1 - Adversário:

Turquia e Coreia do Norte têm algumas semelhanças entre si. A começar pela bandeira que tem o vermelho como cor predominante - há também uma estrela. Os uniformes dos dois times são vermelhos e as equipes tinham poucas experiências em Mundiais - os turcos disputaram sua segunda Copa em 2002, assim como os norte-coreanos em 2010.

2 - Resultado da partida:

Esta é a coincidência mais óbvia das estreias. Em 2002, o Brasil de Luiz Felipe Scolari bateu a Turquia por 2 a 1, assim como a Seleção de Dunga, oito anos depois. A diferença: os turcos saíram na frente na ocasião, enquanto os norte-coreanos marcaram o gol quando o Brasil já vencia por 2 a 0.

3 - Falha em gol:

O gol das duas seleções nasceu em jogadas pelo lado direito. Há oito anos, Hasan Sas recebeu lançamento pelo lado direito e, entre Cafu e Lúcio, bateu forte para vencer Marcos. No jogo desta terça-feira, Yun Nam aproveitou desatenção de Maicon e Lúcio para marcar o primeiro gol dos norte-coreanos na Copa de 2010.

4 - Perna esquerda:

Ambos os gols foram marcados de perna esquerda. Em 2002, Hasan Sas finalizou de primeira, entre Marcos e a trave direita. Oito anos depois, Yun Nam usou a canhota para deslocar Júlio César. Há semelhança também na maneira que os goleiros brasileiros pularam: tanto Marcos como Júlio César pularam para o lado oposto da trajetória da bola.

5 - Condições físicas dos craques:

Bancados por Felipão, Ronaldo e Rivaldo não chegaram à Copa de 2002 no auge da forma física. O camisa 9 havia acabado de voltar aos campos, após cirurgia no joelho esquerdo que o afastou por quase 18 meses, enquanto o camisa 10 sofria com dores nos joelhos - o médico do Barcelona teria dito que Rivaldo não jogaria o Mundial. Oito anos depois e com as mesmas camisas às costas, Luís Fabiano e Kaká também não estão com 100% de suas condições físicas. A lesão de Kaká, que o tirou de parte da temporada pelo Real Madrid, é a mais preocupante.

6 - Treinadores:

Natural de Passo Fundo, o gaúcho Felipão assumiu a Seleção Brasileira com a missão de mudar. O time sofria nas Eliminatórias e teve como ponto mais baixo uma derrota por 2 a 0 para Honduras pela Copa América. Neste período, o treinador afastou Romário, por motivo ainda desconhecido. Um ano depois, Felipão levou o time ao pentacampeonato mundial. Anos depois, o também gaúcho Dunga (nascido em Ijuí) assumiu a Seleção para colocar "ordem". Logo de cara, descartou Ronaldo, um dos símbolos da campanha de 2006. Como ponto mais baixo, Dunga perdeu para a Venezuela por 2 a 0 em um amistoso. Agora, tenta repetir a estrada de Felipão, só que na África do Sul.

7 - Comissão técnica:

A comissão técnica de 2002 guarda muitas semelhanças com a de 2010. A começar pelos auxiliares. No Mundial da Coreia e do Japão, o carioca Antônio Lopes era o auxiliar de Felipão, assim como o carioca Jorginho acompanha Dunga. O preparador físico Paulo Paixão, o médico José Luiz Runco, o fisioterapeuta Luiz Rosan e o supervisor Américo Faria fizeram parte das duas comissões técnicas.