Movimento de alta na curva de juro futuro prevalece

SÃfO PAULO, 10 de maio de 2010 - A curva de juros futuro no curto e médio prazo teve um dia de avanço na BM&FBovespa com os agentes refazendo as estimativas para as próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) diante da melhora do mercado externo e inflação brasileira ainda pressionada. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontou taxa anual de 11,08%, ante 10,99% do ajuste anterior.

No longo prazo as taxas dos contratos apontaram leve queda. O DI de janeiro de 2017 projetou juro de 12,75%, contra 12,86% do fechamento de sexta-feira com os investidores reagindo positivamente ao pacote de ajuda europeu. Neste domingo, a União Europeia anunciou a criação de um fundo denominado de mecanismo de estabilização no valor de até â,¬ 750 bilhões, com o objetivo de combater crises sistêmicas na região.

Para sócio da Platina Investimentos, Marco Franklin com a menor aversão ao risco, inflação pressionada e economia brasileira superaquecida crescem as chances do ciclo de aperto monetário ser mais intenso.

Analistas comentam que é grande a probabilidade do colegiado do Banco Central (BC) vir a acelerar o ritmo de aperto monetário. Estão surgindo no mercado apostas de aumento da taxa Selic em 1 ponto percentual para a próxima reunião do Copom, no entanto, a ala majoritária ainda estima elevação de 0,75 ponto. Atualmente, a taxa Selic está em 9,5% ao ano.

Na agenda do dia, foi informado o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 07 de maio que registrou variação de 0,78%, ficando 0,02 ponto percentual (p.p.) acima da última apuração. Foi divulgado também o primeiro decêndio de maio do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) que registrou variação de 0,47%, contra taxa de 0,27% apurada em igual época do mês anterior. Ambos os resultados vieram um pouco acima da mediana das expectativas.

No boletim Focus, a estimativa de inflação (IPCA) para 2010 teve leve acréscimo, ao passar de 5,42%, para 5,50%. Para 2011, a taxa permaneceu em 4,80% pela quarta semana consecutiva.

Ainda está semana será divulgado dado de vendas no varejo brasileiras em março, com expectativa de alta de aproximadamente 1% em relação a fevereiro, ou seja, com uma pequena desaceleração em relação ao crescimento de 1,6% apresentado no mês anterior.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)