Motores prontos para a largada na motonáutica

JB Online

RIO - É dada a largada para o GP Brasil Class 1 de Motonáutica. Sábado, a partir das 10h, os sete barcos que competirão na Cidade Maravilhosa cortarão a Baía de Guanabara, primeiro em treinos livres e, em seguida, no treino classificatório que definirá o grid da competição. Às 14h30, os motores esquentam ainda mais, com a primeira corrida oficial da temporada de 2010 da Class 1 no mundo.

Sexta-feira, a equipe Victory, dos Emirados Árabes, dominou os primeiros treinos livres, conseguindo o melhor tempo, de 2min e 40 segundos, com a embarcação Fazza 3 atual campeã mundial. Em segundo lugar, veio o Welmax 90, da equipe norueguesa Welmax, tripulado pelos pilotos Kolbjorn Selmer e Jorn Tandberg. O terceiro lugar ficou para o Fazza 1, também da equipe Victory.

Comandado pelo piloto Arif Al Zafeen e pelo throttleman Nadir Bin Hendi, o Fazza 3 é o grande favorito este ano, já que conquistou sete dos nove GPs dos quais participou em 2009.

Apesar do vento e das ondulações, que eram maiores do que estávamos esperando, o treino foi melhor do que nós esperávamos declarou Bin Hendi, responsável pela aceleração e desaceleração do barco.

Pilotos opinam sobre circuito

Para o throttleman Bin Hendi, o calor carioca foi uma das maiores preocupações do circuito.

É um circuito muito enxuto, e, com o calor, você pensa em um primeiro momento que o cockpit é um lugar quente demais para se ficar declarou o throttleman. Mas, uma vez que se completa a primeira volta, você esquece completamente o calor.

O norueguês Kolbjørn Selmer, da Welmax, foi outro que aprovou o circuito carioca, considerado complexo pelos corredores.

É um circuito muito técnico que exige muito dos pilotos. As voltas-longa serão decisivas para uma boa classificação disse.

A recém-formada Giorgioffshore, primeira equipe a entrar na água e quarta na classificação dos treinos, chegou a fazer um reconhecimento extra-oficial do circuito na quinta-feira. Sem nunca ter interagido antes, a dupla formada pelo piloto Rashed Al Tayer e o throttleman Nicola Giorgiaproveitou para fazer os últimos ajustes no barco e testar seu entrosamento. Para Giorgi, a aceleração é essencial.

A aceleração será a chave para a classificação e para o desempenho nas corridas, tentando manter a velocidade nas curvas declarou o piloto italiano. Nosso objetivo para o fim de semana é passar o maior tempo possível dentro da água, para desenvolver confiança, e parceria dentro do cockpit, para conquistar uma boa pontuação

O barco da norueguesa Marit Stromoy, única mulher da competição e primeira representante feminina desde 92 , sequer chegou a entrar na água. A pilota norueguesa e seu parceiro, o throttleman Jorn Tandberg, trabalharam sexta-feira para deixar o barco pronto para a competição.