Lula chega ao Haiti para confirmar apoio à reconstrução

SÃO PAULO, 25 de fevereiro de 2010 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta quinta-feira ao Haiti, país devastado pelo terremoto de 12 de janeiro passado, para confirmar o apoio do Brasil à reconstrução.

Lula foi recebido em Porto Príncipe pelo presidente haitiano, René Préval, que informou ao líder brasileiro sua estimativa de entre 200 mil e 300 mil mortos na catástrofe.

"Neste momento de dor, de desespero, devemos levantar a cabeça e acreditar que o Haiti sairá mais forte dessa crise do que antes", disse Lula a Preval na base das forças brasileiras no país.

"Eu estou convencido que os homens e as mulheres do Haiti saberão, de cabeça erguida e com muito mais força, e com a solidariedade que estão recebendo do mundo inteiro, construir um Haiti muito mais justo para o próprio povo do Haiti", disse Lula.

Lula garantiu a Preval que o governo brasileiro está disposto a fazer tudo o que estiver ao seu alcance, e em parceria com o governo do Haiti, "porque é importante, neste momento, que a gente fortaleça o governo do Haiti...".

O presidente lembrou que discutiu na Unasul uma doação de US$ 100 milhões ao Haiti, e que parte desse dinheiro irá para o orçamento do governo haitiano, que "sabe o que fazer".

Segundo Lula, "poucas vezes se viu tamanha disposição de fazer solidariedade". "Todos os países, dos maiores aos menores, todos estão dispostos a fazer tudo e qualquer sacrifício para ajudar o Haiti".

O líder brasileiro destacou que a ajuda estará subordinada "à orientação do governo" haitiano: "É o Haiti que tem que dizer o que quer que a gente faça, onde quer que a gente faça e como a gente faça. Ou seja, não é sair do Brasil, chegar aqui e fazer as coisas do jeito que nós quisermos fazer (...) Este país tem governo legitimamente eleito pelo voto popular e toda a ajuda do Brasil será, sim, ao governo do Haiti.

Lula destacou ainda que é preciso fazer "uma gestão junto a todos os credores do Haiti no mundo" para anistiar a dívida de US$ 1,3 bilhão do país, "o que vai permitir que o Haiti esteja credenciado para começar a estabelecer novas linhas de crédito junto ao sistema financeiro internacional".

(Redação com agências internaciona