Economia britânica ainda depende da demanda, aponta BoE

SÃO PAULO, 23 de dezembro de 2009 - A atividade econômica do Reino Unido deve se reequilibrar, passando do consumo privado e público para um aumento nas exportações, de acordo com informações contidas na ata do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) divulgada hoje. O encontro ocorreu entre os dias 9 e 10 de dezembro.

"No entanto, as exportações no terceiro trimestre foram mais fracas que o esperado, devido à significativa depreciação da libra esterlina ao longo dos últimos dois anos e a recuperação do crescimento do comércio mundial desde o início de 2009", ponderou a

Em relação à demanda interna, o Comitê acredita que a economia vai se recuperar antes do esperado e isso deve sustentar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no médio prazo.

O Banco da Inglaterra também informou que o crescimento da produção vai depender das perspectivas para a demanda privada, já que o consumo europeu vem sofrendo declínio desde o começo da crise em 2008.

Em geral, é possível que a procura interna privada final se recupere antes do previsto na época da inflação. Além disso, os dados indicam que a despesa de negócios com os níveis de estoque estão alto, o que aponta baixo consumo.

De acordo com documento, ao longo do mês de dezembro, uma série de eventos causou instabilidade dos preços nos principais mercados financeiros. Mas a volatilidade foi curta.

Estes eventos incluíram o pedido de Dubai World em 25 de novembro de amortização da dívida e anúncios das agências de classificação de risco de alguns países europeus, como ocorrido na última terça-feira, dia 22, com o rebaixamento da nota da Grécia, causando volatilidade nos mercados.

A autoridade monetária ressaltou que há uma série de possíveis explicações para essa reviravolta. Primeiro, os rendimentos subiram em relação às taxas de OIS e em seguida, investidores reviram para baixo as suas expectativas sobre a demanda durante a transição para as novas exigências de liquidez do Reino Unido.

No entanto, há ainda poucos sinais de que a atividade dessas companhias foi afetada desproporcionalmente. Ainda segundo o relatório, o desempenho das pequenas e médias empresas pode ser atingido por limitações do sistema bancário.

(Sérgio Vieira -