Ibovespa se descola dos EUA e sobe 1,78%

SÃfO PAULO, 3 de novembro de 2009 - Após iniciar a sessão em queda, a bolsa brasileira se descolou dos principais índices norte-americanos e encerrou em terreno positivo. Ao final dos negócios, o Ibovespa subiu 1,78%, aos 62.643 pontos. O giro financeiro da bolsa fechou em R$ 6,59 bilhões.

O desempenho positivo do índice acionário foi puxado principalmente pelas blue chips Vale e Petrobras. No término das negociações, as preferenciais da mineradora brasileira valorizaram 3,82%, para R$ 40,96. A Vale informou hoje que pretende emitir bônus no mercado de capital global, com vencimento de 30 anos. A operação deverá ser feita por meio de sua subsidiária integral Vale Overseas Limited e os recursos líquidos desta oferta serão utilizados para "propósitos corporativos em geral".

Já as ações preferenciais da Petrobras ganharam 1,45%, para R$ 35,55, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo WTI, com vencimento em dezembro, subiu 1,8%, cotado a US$ 79,57 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês).

Por sua vez, os papéis do setor bancário também ajudaram no comportamento do Índice Bovespa, uma vez que o resultado do Itaú Unibanco Holding foi bem recebido pelo mercado. A instituição financeira teve lucro líquido de R$ 2,26 bilhões no terceiro trimestre deste ano, com queda de 11,8% ante o trimestre anterior.

Com isso, as ações deste segmento se destacaram entre as maiores altas do Ibovespa. As preferenciais do Itaú Unibanco subiram 5,31%, negociadas a R$ 35,26, enquanto que as preferenciais da Itaúsa cresceram 5,49%, vendidas a R$ 10,56.

Na mesma linha, o balanço da Braskem também ajudou a animar os investidores. A petroquímica lucrou R$ 645 milhões no terceiro trimestre deste ano, enquanto que no mesmo período de 2008 houve um prejuízo de R$ 819 milhões. No final do pregão, as preferenciais avançaram 5,56%, para R$ R$ 12,35.

"Hoje a bolsa brasileira teve uma abertura negativa acompanhando a cautela externa, mas nas últimas horas de negociações acabou virando com os investidores repercutindo algumas notícias positivas, como a do Buffet e o balanço da Mastercard", avaliou Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin.

A notícia é que o fundo de investimentos Berkshire Hathaway Inc. do megainvestidor Warren Buffett anunciou hoje a aquisição da empresa ferroviária Burlington Northern Santa Fe (BNSF), a segunda maior companhia do setor dos Estados Unidos, por US$ 44 bilhões.

Já a MasterCard lucrou US$ 452 milhões (US$ 3,45 por ação) entre julho e setembro deste ano, ante uma perda de US$ 194 milhões (US$ 1,48 por ação) um ano antes.

Além disso, segundo Silvio Campos Neto, os agentes ainda seguem repercutindo a notícia de que o grupo financeiro norte-americano CIT, vai se colocar sob a proteção da lei de falências.

O economista comentou ainda que o mercado não espera grandes alterações no documento que publica a decisão de política monetária dos Estados Unidos. O encontro começou hoje e se estende até amanhã. "Havia uma preocupação de que o Fed poderia subir os juros no futuro, o que ele não deve trazer nenhuma indicação agora", finaliza.

Entre os destaques de baixa do Ibovespa ficaram as ações ordinárias da Votorantim Celulose e Papel (VCP), com recuo de 2,05%, negociadas a R$ 23,80; seguida pela TIM (PN -1,68%) e Cyrela (ON -1,68%).

(Redação - Agência IN)