A nova ordem mundial

Nelson Ludovico, Jornal do Brasil

RIO - A revolução nas tecnologias de comunicação e informação, a redução dos custos de transportes, a redução de barreiras comerciais, a implementação de novos modelos de gestão em escala global, além de uma série de outras inovações em processos, políticas e tecnologias ocorridas nos últimos 20 anos, tornaram os mercados mundiais muito mais integrados, ampliaram brutalmente o fluxo de mercadorias, serviços e capitais entre os países, incorporaram milhares de novas empresas ao mundo dos negócios internacionais e mudaram os papéis de diferentes economias nacionais como é o caso da China, Índia e Brasil, que deixaram de ser meros coadjuvantes de um ambiente competitivo internacional para integrarem-se ao rol dos atores protagonistas em diferentes mercados.

Se considerarmos a globalização como uma teia de relações entre empresas de todos os tipos, instaladas em mais diferentes países, buscando identificar oportunidades para seus produtos, maneiras para aumentar a produtividade de seus processos e formas de ampliar rentabilidade de seu patrimônio, tendo como base para isto a disponibilidade de fornecedores e clientes espalhados pelo mundo todo, fica impossível pensar em estratégias de competitividade para uma empresa, independentemente de seu porte e de seu foco de atuação, sem levar em conta as ameaças e as oportunidades advindas das relações com o ambiente internacional.

Este cenário de economia globalizada traz para as empresas brasileiras, em especial as de pequeno e médio porte, um grande desafio: como se estruturar para se defender das ameaças concorrentes oriundas dos mais longínquos países que passam a conosco competir em nossos mercados e, ao mesmo tempo, como aproveitar o amplo conjunto de oportunidades que o acesso a novos mercados, fornecedores, conhecimentos, tecnologias, pessoas e demais recursos que o ambiente internacional pode nos gerar?

Desafio

Na realidade a resposta para este grande desafio competitivo está no desenvolvimento nas empresas e em seus profissionais das competências necessárias para operarem no ambiente internacional seja como exportadores de produtos finais ou intermediários, como importadores de matérias primas, componentes ou sistemas ou mesmo como operadores de unidades estratégicas de negócios em outros países (montagem, fabricação, distribuição assistência técnica, compras etc.).

A participação nas negociações econômicas internacionais é uma realidade acessível a empreendedores de qualquer porte. Profissionais e empresários precisam aprimorar as relações de comércio exterior em suas companhias, buscando ações e processos básicos a serem desenvolvidos para a preparação da empresa em sua atuação nas diferentes frentes do comércio exterior.

Nelson Ludovico é coordenador dos cursos de comércio exterior do Instituto Nacional de Pós-Graduação (INPG), e já publicou diversos livros na área, entre eles Como preparar uma empresa para o comércio exterior .