Quase 200 dias em órbita

Iúri Medvedev, Rossiyskaia Gazeta, JB Online

REDAÇÃO - Em 11 de outubro pela manhã, a nave Soiuz com a tripulação da Estação Espacial Internacional (EEI-20) o cosmonauta russo Guennadi Padalka e o astronauta americano Michael Barratt , e mais o turista espacial Guy Laliberte, aterrissou na estepe do Cazaquistão.

O cosmonauta Padalka e o astronauta Barratt trabalharam em órbita por quase 200 dias, e Laliberte chegou à estação no início de outubro junto com a tripulação da 21а expedição permanente Maksim Suráiev e Jeffrey Williams, cujo turno continuará até março de 2010.

A expedição da EEI-20 ficou muito sobrecarregada de trabalho, em especial, a tripulação descarregou e carregou com equipamentos usados duas naves Progress e o primeiro caminhão japonês HTV. Os cosmonautas saíram duas vezes ao espaço cósmico aberto e testaram os novos escafandros Orlan-MK. Guennadi Padalka realizou manobras com a nave Soiuz TMA-14 e com os módulos de serviço para assegurar uma configuração mais cômoda à estação em futuras correções da sua órbita.

Foi ampla também a programação do trabalho científico dessa expedição. Só na parte russa foram realizadas 42 experiências. E os cosmonautas trouxeram para a Terra o biorreator com substâncias obtidas em estado de imponderabilidade. Um dos experimentos mais interessantes foi o Biotrek, que estudou o efeito da radiação sobre organismos vivos, em especial, sobre bactérias e cogumelos. Os resultados dessas pesquisas ajudarão a preparar as missões rumo a planetas distantes e garantir a segurança biológica das estações interplanetárias.

Além disso, os cosmonautas trouxeram tubos de ensaio com variedades de células de jinsem e de teixo médio (árvore conífera) que viajaram na EEI durante dois meses. O cosmos lhes foi favorável: a produtividade das células de jinsem aumentou no espaço sideral entre 20% e 30%. Os cientistas têm a expectativa de que no futuro poderão obter uma linha mais eficaz de células e fazer novos medicamentos para salvar a humanidade de muitas doenças graves.

A bordo da Soiuz ТМА-14 voltaram para a Terra também os detectores do fantasma russo Matrioshka-R, bem como o mapa da memória do novo experimento feito no âmbito do projeto da Matrioshka, que os cientistas do Instituto de Problemas Médico-Biológicos da Academia Russa de Ciências estão realizando em órbita para estudo dos efeitos da radiação sobre órgãos vitais do homem. O turista espacial Laliberté trouxe para a Terra os resultados das seções de fotos e vídeos realizadas a bordo da EEI.