Vasco fica no 1 a 1 com Figueirense e completa quinto jogo sem vencer

Jornal do Brasil

FLORIANÓPOLIS (SC) - A situação do Vasco piora a cada rodada na Série B. Depois de um início animador com três vitórias seguidas na competição, a equipe de Dorival Júnior despencou na tabela, caindo para o sexto lugar. O empate em 1 a 1 com o Figueirense, neste sábado, em Florianópolis, foi o quinto jogo sem vitória da equipe na luta para voltar à elite do futebol nacional.

O empate foi ainda mais doloroso diante da fragilidade do adversário. O Vasco começou o jogo com um jejum de 438 minutos sem gols. Talvez por conta desse índice negativo, o que se viu nos primeiros instantes foi um verdadeiro massacre do ataque de Dorival Júnior em direção a Wilson. Criado nas divisões de base do Flamengo, o goleiro deve ter sentido saudade dos tempos em que fazia duelos mais equilibrados com o time de São Januário. Foram seis finalizações dos visitantes em apenas 15 minutos de jogo.

Com o campo pesado, os volantes Nilton e Amaral se sobressaíram, principalmente porque o árbitro Leandro Vuaden, famoso por economizar na marcação das faltas, deixava o jogo correr frouxo. Mesmo com o técnico Roberto Fernandes aquele que se tornou célebre por defender a "falta inteligente" o Figueirense não criava muitas dificuldades na marcação. Com isso, os experientes Leo Lima e Carlos Alberto tiveram liberdade total para criar chances em série.

Do outro lado do campo, Shwenck, ex-Botafogo, e Pedrinho, ex-Vasco, pouco tocavam na bola. O único realmente perigoso era Rafael Coelho, que, de cabeça, obrigou o goleiro Fernando Prass a fazer uma defesa. O lance dava a impressão de que as chances perdidas pelo Vasco no começo fariam falta mais tarde. E foi o que aconteceu. Aos 29, Carlos Alberto fez jogada individual e chutou com efeito, sem chance para Wilson. Mas o 1 a 0 foi uma vantagem muito pequena diante da superioridade do Vasco na primeira etapa.

Àquela altura, Robinho, o estreante da tarde, já havia criado duas chances de perigo, com direito a um chute no travessão. Ramon também entrou sozinho na área em uma boa jogada individual, mas preferiu o passe em vez do chute e desperdiçou mais um ataque

Apagão

No início do segundo tempo, o Figueirense não precisou nem de um minuto para mostrar que estava disposto a mudar o panorama. Em um escanteio da esquerda, Régis desviou e Nilton salvou praticamente em cima da linha.

O empate veio aos 24: Rafael Coelho finalizou com força, Fernando Prass deu rebote e Clodoaldo não perdoou.

Dorival mexeu no time. Colocou Ernani no lugar de Léo Lima, mas a alteração deu pouco resultado. As principais jogadas do Vasco continuavam saindo dos pés de Carlos Alberto, que fez um lançamento espetacular para Alex Teixeira a cinco minutos do fim. A revelação do Vasco, porém, voltou a mostrar que um dos pontos fracos da equipe é a finalização. Chutou fraco, em cima do goleiro.

O empate poderia ter sido ainda pior, caso um novo desvio de Régis em escanteio fosse um pouco mais baixo. A bola do zagueiro explodiu no travessão. Terça, contra o Bragantino, a vitória virou mais do que obrigação para o Vasco.

Figueirense 1 x 1 Vasco

FIGUEIRENSE: Wilson; João Filipe, Régis, Toninho, Lucas; Roger, Pedrinho (Jairo), Fernandes (Ale), Egídio; Schwenck (Cloadoaldo) e Rafael Coelho.

Técnico: R. Fernandes

VASCO: Fernando Prass; Paulo Sérgio, Vílson, Titi, Ramon; Amaral, Nilton (Souza), Léo Lima (Ernani), Alex Teixeira; Carlos Alberto e Robinho (Alan Kardec).

Técnico: D. Júnior

LOCAL: Orlando Scarpelli Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa-RS).

GOLS: No primeiro tempo, C.Alberto (29min). No segundo, Clodoaldo (24min).

CARTÕES AMARELOS: Schwenck, Fernandes, João Filipe, Regis, Nilton e C.Alberto