Sem investidor estrangeiro Ibovespa perde 0,2%

SÃO PAULO, 18 de junho de 2009 - Apesar de iniciar a sessão em alta, a ausência de capital estrangeiro e o movimento de realização de lucros dos investidores fizeram a bolsa brasileira encerrar a sessão desta quinta-feira em baixa. Ao final das negociações, o índice acionário da BM&FBovespa perdeu 0,28%, aos 50.903 pontos. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 3,44 bilhões.

"Assim como nas outras sessões, o movimento foi caracterizado pela falta de fluxo de capital estrangeiro, o pessoal está esperando para ver se o estrangeiro volta ou não, e aliado a isso, o processo de realização de lucros", avalia Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da Corretora Souza Barros, considerando que a bolsa brasileira tem apresentado processo de descolamento das bolsas dos Estados Unidos em função desta ausência do investidor estrangeiro.

Por aqui, o mercado acompanhou a ata do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado considerou que ainda "há margem residual para um processo de flexibilização" na política monetária brasileira.

No âmbito corporativo, a Moody´s rebaixou o rating global em moeda local da Petrobras para "A3" de "A2", refletindo o aumento do nível de dependência entre a estatal e o governo brasileiro. A perspectiva do rating é estável. No final do pregão, as ações preferenciais da estatal petrolífera caíram 0,90%, para R$ 31,76.

Os agentes também monitoraram a confiança do consumidor brasileiro. O indicador cresceu 3,7% na comparação com o índice registrado no primeiro trimestre e manteve-se praticamente constante quando comparado com o segundo trimestre de 2008. No término do pregão, as ordinárias das Lojas Renner subiram 1,82%, enquanto que da B2W caíram 2,12%.

Já as ações preferenciais da Vivo reportaram expansão de 1,26% na sessão. Hoje, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou a operadora ficou na liderança de participação de mercado em maio, com 29,83%.

Dentre os destaques positivos da sessão no Ibovespa ficaram as ações ordinárias da Redecard, com valorização de 5,51%, seguida pelas ordinárias da BM&FBovespa, com alta de 3,74%. Já entre as maiores baixas destacam-se os papéis da Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz, com queda de 2,48% 2,28%, respectivamente.

No cenário externo, a divulgação de indicadores econômicos norte-americanos melhores do que o esperado influenciou o ânimo dos investidores. O Conference Board informou que os indicadores antecedentes subiram 1,2% em maio de 2009, enquanto o mercado esperava uma alta de 1%. Na mesma direção, a atividade industrial de Filadélfia, Estados Unidos, apontou 2,2 pontos negativos em junho de 2009, ao mesmo tempo em que o mercado projetava 17 pontos negativos.

(Déborah Costa - IN)