Investidor se concentra na ata do Copom

SÃO PAULO, 18 de junho de 2009 - A divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) é o destaque desta quinta-feira. O documento ressalta que o colegiado do Banco Central (BC) será cauteloso para garantir a convergência da inflação para as metas, a autoridade monetária disse ver uma "margem residual" para flexibilização monetária. Analistas do mercado financeiro avaliam que isso significa que o corte de juro será bem menor em julho e que o ciclo pode acabar já no mês que vem ou, no máximo, em setembro.

A equipe econômica da Gradual Investimentos, comenta que o BC faz uma ressalva interessante, e que deve estar em mente daqui para frente quando se pensa a evolução da Selic. Após esse último corte, a taxa básica está em um dígito. Os efeitos desta nova realidade ainda são uma novidade. Quais seriam os efeitos sobre o consumo? Sobre o Investimento? Sobre a poupança? Por isso mesmo o BC aponta isto em ata, para avisar que estará atento a reação da economia brasileira levando em conta também este fator.

No conjunto, a Gradual Investimento considera a ata positiva, apontando uma trajetória adequada da inflação para a meta e, adicionalmente, reiterando a intenção do BC em manter o ciclo de corte na taxa de juros por mais algum tempo.

Além da ata do Copom, os agentes receberam a informação de que Índice Geral de Preços -10 (IGP-10) registrou deflação de 0,03% em junho deste ano, contra alta de 0,17% em maio. O resultado veio melhor que o esperado pelo mercado que estimava inflação de 0,25%. O Índice de Preço ao Consumidor (IPC) apresentou a menor alta do ano, reiterando um cenário positivo para inflação doméstica.

Na BM&FBovespa, as projeções dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operam sem tendência definida. Há pouco, o DI de janeiro de 2010 apontava taxa anual de 8,87%, ante 8,89% do ajuste anterior. Janeiro de 2011 projetava juro de 10,03%, contra 9,91% da véspera.

Na gestão de dívida pública, o Tesouro Nacional realiza o leilão de venda tradicional de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F) e Letras Financeiras do Tesouro (LFT).

(Maria de Lourdes Chagas - IN)