Investidor foca ata da reunião do Copom

SÃO PAULO, 18 de junho de 2009 - Os participantes do mercado financeiro doméstico dedicaram o dia à leitura da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Na BM&FBovespa as projeções de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) recuaram no curto prazo e avançaram nos prazos mais longos. O DI de janeiro de 2010, apontou taxa anual de 8,86%, ante 8,89% do ajuste da véspera. Janeiro de 2012 registrou juro de 11,15%, contra 11% do último fechamento. Os vencimentos mais longos refletem as preocupações com a cena externa.

A divulgação da ata foi o destaque desta quinta-feira. O documento ressalta que o colegiado do Banco Central (BC) será cauteloso para garantir a convergência da inflação para as metas, a autoridade monetária disse ver uma "margem residual" para flexibilização monetária. Analistas do mercado financeiro avaliam que isso significa que o corte de juro será bem menor em julho e que o ciclo pode acabar já no mês que vem ou, no máximo, em setembro.

Além da ata do Copom, os agentes receberam a informação de que Índice Geral de Preços -10 (IGP-10) registrou deflação de 0,03% em junho deste ano, contra alta de 0,17% em maio. O resultado veio melhor que o esperado pelo mercado que estimava inflação de 0,25%. O Índice de Preço ao Consumidor (IPC) apresentou a menor alta do ano, reiterando um cenário positivo para inflação doméstica.

Vale comentar que a confiança do consumidor brasileiro melhorou no segundo trimestre de 2009 depois de ter caído por dois trimestres seguidos, segundo mostra o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) a partir de 2.002 entrevistas de consumidores de 143 municípios em todo o Brasil.

O indicador cresceu 3,7% na comparação com o índice registrado no primeiro tri­mestre e manteve-se praticamente constante quando comparado com o segundo trimestre de 2008.

(Maria de Lourdes Chagas - IN)