Indicadores dos EUA animam os investidores

SÃO PAULO, 18 de junho de 2009 - Indicadores divulgados nos Estados Unidos trouxeram referências positivas e surpreenderam o mercado. O nível de atividade industrial na região da Filadélfia, medido pelo escritório regional do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), marcou 2,2 pontos negativos em junho, enquanto que o mercado projetava o número próximo a 17 pontos negativos.

Já os novos pedidos de auxílio-desemprego no país subiram 3 mil na semana encerrada dia 13 de junho, já com ajustes sazonais. O número de solicitações passou de 605 mil pedidos (dado revisado), para 608 mil solicitações no período em análise.

Com isso, as bolsas do país encerraram no azul. O Dow Jones subiu 0,69%, o S&P 500avançou 0,84% e o Nasdaq encerrou praticamente estável, com ligeira queda de 0,02%. Os dados sinalizam ao mercado que a recuperação está próxima.

Aqui no Brasil, a ausência de capital estrangeiro e o movimento de realização de lucros dos investidores fizeram a bolsa brasileira encerrar em baixa de 0,28%, aos 50.903 pontos. As ações da Vivo (VIVO4) foram o destaque de alta após a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciar que a operadora mantém a liderança no mercado brasileiro. Os papéis subiram 1,86% para R$ 36,31.

Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, encerrou o pregão em queda de 0,31%, aos 1.529 pontos.

No câmbio, o dólar acompanhou o sobe e desce das bolsas de valores internacionais e após oscilar entre as pontas de R$ 1,959 e R$ 1,979, fechou em alta de 0,66%, vendido a R$ 1,976. A divulgação de indicadores econômicos nos EUA melhores do que o esperado ajudou a amenizar o clima de instabilidade.

Já nos juros, os sinais foram de baixa. O DI de janeiro de 2010, apontou taxa anual de 8,86%, ante 8,89% do ajuste da véspera. Os participantes do mercado financeiro doméstico dedicaram o dia à leitura da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento ressalta que o colegiado do Banco Central (BC) será cauteloso para garantir a convergência da inflação para as metas, a autoridade monetária disse ver uma "margem residual" para flexibilização monetária.

Nas commodities, o petróleo subiu. Novamente os indicadores norte-americanos, que sinalizaram uma expectativa de recuperação da economia tiveram influência, já que sugerem a retomada da demanda energética. O barril do tipo WTI, com vencimento em julho, avançou 0,4%, cotado a US$ 71,30 em Nova York.

E no mercado agrícola, o milho caiu. Os contratos para setembro recuaram 1,08%, cotados a 411,75 centavos de dólar por bushel, em Chicago. Os preços caíram com a especulação de que a demanda por ração e biocombustível vai diminuir.

(Redação - IN)